Salvador

SUPERLOTAÇÃO DA BARRA ACENDE SINAL VERMELHO PARA CONTROLE NO CARNAVAL

Tem gente demais para um espaço que só cabem aproximadamente 300 mil pessoas
Tasso Franco , da redação em Salvador | 16/02/2026 às 11:28
Acesso ao Carnaval na Barra pela Ayrosa Galvão, não cabe nem um mosquito, diz Durval Lelys
Foto: BJÁ
  A superlotação do circuito Dodô (Barra a Ondina) no trecho entre o Farol da Barra e o Morro do Cristo, 1k200m, e o defeito no veiculo de apoio do Olodum que abriu o desfile no domingo, com enorme atraso, mostra que o Carnaval de rua nessa área precisa ter um controle maior nos acessos porque, como bem disse Durval Lelys, ontem, não cabe mais "nem um mosquito". 

   O circuito que abriga 300 mil pessoas tinha mais de 500 mil  e houve muitos tumultos, brigas de malhados, furtos, gente passando mal, uma quantidade enorme de crianças levadas pelas familias, à tarde e inicio de noite.

   Quando o trio de Bell Marques o segundo a desfilar no circuito passou na altura da Ayrosa Galvão - entre o Barravento e o Morro do Cristo - foi um bagunçaço geral e o canto teve que aliviar na execução das músicas. Tinha tanta gente que a PM aliviou no controle de acesso dos foliões nessa área e não fez, como devia, a inspeção eletrônica dos foliões pedindo apenas que as pessoas levantassem a camisa.

    O desfile dos trios elétricos se alterou bastante pela superlotação e após problemas técnicos no carro de apoio do Bloco Olodum. De acordo com as informações divulgadas, a falha no caminhão do Olodum provocou retenção dos trios que vinham na sequência. O bloco precisou atravessar o trecho do Morro do Cristo sem tocar, sob alegação de recomendação para pausa por conta da superlotação. Nesse momento, foliões vaiaram o Olodum.

  O cantor Bell Marques, que comandava o Bloco Camaleão logo atrás, comentou o impacto da situação durante o percurso. Bell explicou a demora na saída do seu trio e citou o problema à frente. “Eu tenho repertorio até amanhã de manhã. Comigo não se preocupe. Só estou preocupado com quem vem aí atrás. Quem vem aí atrás vai pegar um perrengue terrível porque deu problema. Nós temos o maior bloco do Carnaval e nós temos que andar. Não dá para andar e parar. Todo ano acontecem muitas coisas, mas esse ano aconteceram mais coisas. Dali pra cá eu tenho três horas tocando, e levo levar mais cinco horas até chegar. Eu não me incomodo com nada, eu fico preocupado é com o folião, porque essa parada não é legal”.

   Em outro momento, acrescentou: “Lá na frente eles devem estar com muitos problemas, não sei quais são os problemas, mas com certeza estão tentando resolver os problemas”.

Ao justificar novamente o atraso, declarou: “Somente dando uma justificativa […] A parada nossa aqui é porque tem algum problema aí na frente com o caminhão do Olodum. Todos os anos temos o mesmo problema, então estamos discutindo o quê? Eles devem ter alguma coisa lá na frente que a gente não sabe o que é. Tem que descobrir, pô”.