ter�a-feira, 19 de outubro de 2021
Colunistas / Literatura
Rosa de Lima

ROSA DE LIMA fica sensibilizada com "A Dinvidade dos Cães" de J. Skif

Um livro muito interessante para os amantes dos cães e que curtem esse animal de estimação
30/08/2015 às 10:18
Há uma vasta literatura sobre cães e a cada dia esse tema ganha novas publicações. O interesse pelo assunto é enorme. Dados recentes do IBGE mostram que o Brasil tem mais cachorros de estimação do que crianças: são 28,9 milhões de lares que possuem cães com um total estimado de 52 milhões de animais. Os gatos, também muito estimados, são 22 milhões. Números que revelam mais cachorros do que crianças no país estimadas em 44 milhões.

   Vê-se, pois, que é um assunto que movimenta bilhões em negócios, a indústria alimentícia para esses segmento é diversificada e repleta de produtos, o amor que as pessoa devotam aos cães é público e notório, e o segmento literário não poderia ficar de fora olhando o andor da carruagem passar.

   A profusão de revistas, livros, DVDs, etc, sobre cães é impressionante. Nesse contexto chegou às livrarias "A Divindade dos Cães", da norte-americana Jennifer Skiff - tradução de Euclides Luiz Calloni e Cleusa Margô Wosgrau (Editora Cultrix, 328 páginas, R$40,00), histórias de milagres inspiradas pelo melhor amigo do homem.

   O livro é apresentado nesse contexto e Jennifer, jornalista e produtora premiada de TV e autora do 'best-seller' "Encontros com Deus, publicada no Brasil pela Editora Pensamento, soube pinçar casos que revelam o poder divinatório dos cães. 

   A autora tem bagagem, estuda o assunto há anos, é defensora dos animais e integra o conselho diretor da Dog'Refuge Home na Austrália e diretora da Pilos N Paes, nos EUA. Skiff mora no Maine (EUA) e na Austrália. Ou seja, divide seu tempo profissional e de pesquisas nesses dois países. Tem bagagem e sabe usá-la.

   Diria que o trabalho de Jennifer é comovente, sobretudo para as pessoas que curtem e têm cachorros de estimação. Há quem chore ao ler alguns trechos do livro. E não é para menos dada a emotividade que cerca esse assunto sobretudo para aqueles que já tiveram alguma experiência divina com cães. 

   Jennifer, inclusive, para sensibilizar o seu público, de cara, dedica seu livro a Jon, Cous-Cous e Chick Pea, o marido e dois dos seus cães o que chama de "minha família feliz".

   O leitor, portanto, ao se debruçar sobre este livro vai se deparar com momentos de emoção da primeira página a última. 

   Para ser mais didática e compreensiva aos leitores, a autora dividiu o livro em 9 sub-itens: Amor - acolhimento do presente recebido; Conforto - consolo para a alma; Intuição - teoria da verdade; Cura - recuperação do equilíbrio; Gratidão - reconhecimento pela acolhida; Lealdade - confiabilidade com delicadeza; Morte - a 'sabedoria' do saber; Compaixão - compreensão com empatia; e Perdão - aceitação sem julgamento.

   Para cada um desses sub-temas colheu e revelou depoimentos de pessoas e familias que passaram por esses momentos com seus cães tudo bem encaixado para sensibilizar o leitor. 

   A autora diz que acredita que "os cães são presentes de Deus para nos ajudar em nossa caminhada" e o livro gira, exatamente, de momentos de convivência inspiradora com cães, narrando fatos que o amor, a tolerância, o consolo, a compaixão, a lealdade, a alegria, mesmo a morte, oferecem lições de vida ditadas por experiência com cães.

   Abre com o depoimento de Scott Thornsley, o qual separado da esposa, em 1995, e com perda de emprego após 19 anos num trablaho que considerava seguro, vê-se só, perdido, e chega a conclusão que não valia a pena viver. Scott decide se suicidar quando foi salvo por sua cadela rottweiler, Emma, de 4 anos de idade, que abocanhou sua mão com firmeza "e me puxou com força até a porta da frente, arrancado-me e afastando-me da cadeira". 

   São dezenas de depoimentos como este de Scott que recheiam as páginas do livro de Jeniffer, cada qual mais apimentado do que o outro, com os cães presentes a cada momento na vida das pessoas - o que é real - passando a ser a razão de viver de algumas delas. Muitos que lêem o livro sempre têm alguém na familia ou algum conhecido com cassos assemelhados.

   Joy Peterkin perdeu a casa e seus pertences no furacão Katrina, New Orleans, mas conseguiu salvar sua chihuahua, Little Bit. Quando Joy estava conseguindo, de certa forma, normalizar sua vida, Little Bit começou a farejaar insistentemente uma área do seu seio e descobriu um câncer que os médicos ignoravam. Curou-se e atribui o sucesso da cura a descoberta da cadela.
 Alyssa Denis acabara de entrar nos 20 anos quando recebeu o diagnóstico de lúpus eritematoso grave. Ela passou a viver trancada, confinada à cama, sozinha e com muitas dores. Segundo os médicos não passaria dos 25 anos. Foi então que se inscreveu num programa de cães de serviço. O labrador Luna lhe deu uma razão para se levantar e viver a vida que, na opinião dos médicos, ela nunca teria.

   Todos esses fatos narrados pela autora são documentados pos instituições norte-americanas. Milagres associados a cães são registrados ao longo da história desde o antigo Egito e da Palestina da época da ocupação romanda antes mesmo do nascimento de Cristo. 

    Segundo a autora, "quanto mais contemplamos as estrelas e descobrimos que existem outras realidades além da vida na Terra, a divindade dos cães se revela igualmente profunda e inexplicável. Os cães podem ser a demonstração mais pura de amor divino numa alta terra que muitas pessoas talvez possam testemunhar".

    Há quem ache observações dessa natureza um exagero. Mas também há quem ache e conhece fatos que demonstram que Jennifer Skif tem razão.

   Para quem tem cães e admira esse animal de estimação, trata-se de um livro essencial.