Durante o velório em Feira de Santana, familiares e comunicadores recordaram a paixão do radialista pela Rádio Sociedade. (Jaqueline Ferreira, do Acorda Cidade)
Acorda Cidade , Salvador |
11/10/2026 às 22:02
Muita emoção
Foto: Paulo José / Acorda Cidade
A despedida de Jair Cezarinho, no Centro de Velório, no bairro SIM, foi marcada por lembranças de amor, amizade e gratidão de quem conviveu com o radialista ao longo de décadas. Durante o velório, em Feira de Santana, o filho, Jair dos Santos Cezarinho Filho, falou sobre os últimos meses de vida do pai e a luta contra uma doença que se agravou até a internação hospitalar. Colegas de profissão também prestaram homenagens e destacaram a generosidade, a paixão pelo rádio e a contribuição do comunicador para a formação de outros profissionais.
Em entrevista ao Acorda Cidade, Jair Filho contou que o pai já enfrentava problemas de saúde havia algum tempo, mas tentava esconder a situação para não preocupá-lo. Segundo ele, os sinais se tornaram mais evidentes quando o radialista deixou de frequentar a rádio como costumava fazer. Inicialmente, a família não tinha dimensão da gravidade do quadro.
Com o agravamento da saúde, Jair passou a ficar na casa do filho. Depois, foi internado no Hospital Dom Pedro de Alcântara, onde exames identificaram um problema grave. Jair Filho relatou que os médicos informaram que o tratamento passaria a ser paliativo.
Ao recordar a relação com o pai, ele se emocionou ao falar sobre o vínculo entre os dois e a maneira como Jair o ajudou a se tornar o homem que é hoje.
O pai que você foi para mim, me tornou um homem, um homem guerreiro, um homem que tem família, aquele cara que sempre chegou, mas eu queria sempre receber um abraço de meu pai.”
O filho também lembrou a ligação intensa do radialista com a Rádio Sociedade e com os colegas que fizeram parte de sua trajetória. Mesmo durante a internação, segundo ele, Jair demonstrou vontade de conversar com radialista do Acorda Cidade, Dilton Coutinho, amigo de longa data.
“Eu liguei para Dilton, falei: ‘Dilton, eu fiz o que eu pude. Fiz o que eu pude para meu pai, seu amigo.’ Segurei a onda e a palavra é: ‘Cezarinho, eu tô até o fim. O que der aqui, é eu e o senhor, estamos até o fim.’ Ele tinha uma paixão pela Sociedade. Ele queria levar o nome de Feira com a rádio Sociedade. Ave Maria, quem falava de vocês perto dele, sabe? Ele defendia de unhas e dentes e esse momento está sendo difícil, estou sendo forte”, disse o filho.