Quadro indefinido com ascensão de João Roma e Angelo Coronel já havendo um empate técnico Wagner/Roma
Tasso Franco , Salvador |
12/09/2026 às 11:29
Roma, Coronel, Rui e Wagner os 4 preferenciais
Foto: DIV
Já comentamos noutra oportunidade neste BJÁ que, historicamente falando, todos os governadores eleitos tendo como marco temporal 1986 - há 40 anos - conseguiram pela força de suas campanhas elegerem os senadores vinculados às suas chapas.
Assim aconteceram com Waldir Pires (1986), ACM (1990), Paulo Souto (1994), César Borges (1998), Paulo Souto (2002), Jaques Waghner (2006 e 2010), Rui Costa (2014 e 2018) Jerônimo Rodrigues (2022).
A campanha eleitoral de 2022 está polarizada entre ACM Neto x Jerônimo Rodrigues diferente do que aconteceu em 2022 quando havia uma terceira via, João Roma, que obteve 9% dos votos válidos, pois, o PSOL e partidos mais à esquerda PCO, UP e DC de acordo com as pesquisas marcam 1% a 1.5% do eleitorado.
Também, de acordo com as pesquisas, há um empate técnivo entre Neto x Jerônimo e tanto um como o outro pode vencer o pleito no 1º turno; e/ou empurar a eleição para um segundo turno.
O que se observa também de acordo com as pesquisas para o Senador é que o govrnador Rui Costa está na dianteira na casa de 26% seguido de Jaques Wagner com 19%, João Roma, 17% e Angelo Coronel 15%.
Há, portanto, tanto para governador; quanto para senadores uma indefinição de quais serão os eleitos, com a observação de que Roma e Coronel estão em curvas ascendentes e Rui e Wagner estagnados. E, por posto, faltando 20 dias para as eleições há um empate técnico entre Wagner x Roma.
Ainda não dá para dizer se haverá uma quebra do ciclo histórico iniciado em 1986 dos governadores eleitos ajudarem a eleger senadores aliados porque somente a partir do próximo dia 21, na chamada semana decisiva e que antecede o pleito, é que poderemos ter uma ideia mais precisa.
O que se pode observar desde agora é que a campanha de ACM Neto no interior está mais vibrante e sendo mais acolhida do que, em 2022, e tem na chapa majoritária o candidato ao Senado João Roma (PL), o qual obteve 9% dos votos para governador.
Isso significa dizer e as pesquisas estão mostrando isso que os bolsonaristas do PL abraçaram a chapa de ACM Neto no primeiro turno o que só aconteceu, em 2022, no segundo turno.
Essa talvez seja a diferença e que tem apontando Neto à frente de Jerônimo nas pesquisas. Não haveria outro motivo justificável para isso uma vez que Jerônimo é governador e seu governo fez muitos investimentos no interior e na capital.
Então, a pergunta é: por que Jerônimo não decola mesmo agregado a Lula?
Porque seu governo deixou brechas enormes na segurança, na saúde e na educação que se tornaram os temas básicos das criticas de ACM Neto, além do que Lula não tem mais a força que teve, em 2022, pois, os grandes projetos nacionais da Bahia não andaram - FIOL, ponte Salvador-Itaparica, duplicação da BR-116, resolução da BR-324 Salvador a Feira.
A Bahia está estagnada do ponto de vista da economia, do desenvolvimento econômico, perdendo espaços para PE e Ceará no Nordeste e Neto tem mostrado isso.
Mas, Neto também não faz criticas diretas a Lula (e sim a Jerônimo) uma vez que obteve 19% dos votos, em 2022, agregados com Lula-Neto e isso poderá se repetir, em 2026, e ninguém cosegue modificar. Certo está o deputado Rosemberg Pinto (PT) quando diz ser um processo natural da politica.
Aliás é tão natural e criado pelos próprios politicos, de todos os partidos, que pregam, que defendem o voto como sagrado, como bom venha de onde vier, daí as aliaças que fazem os candidatos a deputados PT/PL, PCdoB/PP, PSD/União, etc.
E isso se estende involuntáriamente a chapa majoritária e há pessoas que independente de quaisquer apelos, votam Lula/Neto; Flávio/Jero. A propósito, no segundo turno de 2022, Jerônimo obteve dos 9% dos votos a Roma quase 3% deles e se elegeu com 52%, quando, no primeiro turno, atingiu a casa de 49.5%. (TF)