Política

WAGNER PODE PAGAR PREÇO ALTO NA CAMPANHA DIANTE INVESTIGAÇÃO DA PF -TF

Senador vai participar da campanha eleitoral com essa mancha na imagem, uma vidraça muito exposta
Tasso Franco , da redação em Salvador | 25/06/2026 às 09:30
Senador Jaques Wagner
Foto: Ag Senado
  A possível reeleição do senador Jaques Wagner ficou mais complicada. O fato de estar sendo investigado pela Policia Federal diante de possíveis ilícitos junto ao escândalo do Banco Master fez com que, pressionando por seus próprios correligionários politicos abdicasse da liderança do governo no Senado e retornasse à planicie para se defender. Como já disse "provar a sua inocência". Está convicto disso.

  A questão é que, nesses casos, envolvendo outros atores no processo investigativo, esse rito é lento e demora às vezes um ou mais anos para que seja concluido. E a essa altura, a campanha eleitoral batendo na porta, com as convenções marcadas para final de junho e a campanha propriamente dita a partir de julho e, em meados de agosto, na televisão, rádio e internet, Wagner terá que enfrentar essa parada sendo investigado.

  Por ora, os seus adversários politicos mais diretos os pré-candidatos ao Senado, Angelo Coronel e João Roma, não estão a dizer nada sobre esse tema. Mas, tanto o marketing politico quanto as redes sociais são incontroláveis e na hora do "vamos ver" quando a campanha esquentar, a vidraça de Wagner certamente vai receber muitas pedradas.

  Além disso, desde já, reagrupar o time de Lula com Jerônimo, Rui e Wagner todos juntos diante da licença da função de parte do senador Wagner, por mais que se force a barra, não será o mesmo. Wagner não está magoado e disse que o encontro com Lula foi maravilhoso, de velhos companheiros, mas, sempre fica ressentimentos, o que é natural nesses casos.

  Um outro ponto que marcou muito a trajetória política do senador Wagner, meritória e pioneira desde a eleição de 2006 para governador da Bahia, eleito contra Paulo Souto e derrubando o "carlismo" foram as contudentes criticas a que ficou exposto nas redes sociais, exposições muitos fortes, inquestionaveis porque foram produzidas a partir da Operação Compliance Zero, da Policia Federal. Ou seja, de um órgão do governo federal, do seu compadre Lula.

  Ora, em sendo assim, argumentos como os que foram apresentados por parlamentares e politicos em sua defesa, de que se tratava de algo como perseguição politica não se sustentam e essas defesas passaram incolumes. E mais sintomático, não vi opiniões mais firmes de seus parceiros de chapa, o governador Jerônimo Rodrigues e o candidato ao Senado, Rui Costa.

  Wagner ficou sozinho; ou mais amplamente após a entrega do cargo de lider do Senado também sozinho no plano federal com defesas isoladas de Fernando Haddad e Geraldo Alckmin, ainda sem Lula dar uma declaração mais forte, o que se espera no 2 de Julho, em Salvador.

  Portanto, o senador Wagner, que tem grandes serviços prestados a Bahia, mas, não o isenta de ser investigado pela PF nos supostos casos de corrupção, enfrentará essa parada na campanha de 2026. Não cabe, aqui, fazer julgamentos prévios do que poderá acontecer. Só o tempo dirá. 

   Wagner, no entanto, não é mais o mesmo junto à opinião publica. Está com a imagem muito manchada. (TF)