O resultado oficial ainda não foi divulgado pela junta de apuração que, no Perú, se chama ONPE
Tasso Franco , da redação em Salvador |
15/06/2026 às 19:41
Keiko candidata da D tem 21.700 votos a frente de Sanches da E
Foto: REP
A novela das eleições presidenciais no Perú parece não ter fim, mas está chegando ao final. Já foram contabilizados 98.53% (falta menos de 2%) e a candidata Keiko Jujimori (D) ampliou a diferença para Roberto Sanches em 21.707 votos. Keiko tem 50.068% (9.101.095) e Sanches (49.832% (9.070.388) e a filha do ex-presidente Fujimori está praticamente eleita. Mas, o resultado oficial ainda não saiu.
Segundo El Comércio,a região Metropolitana de Lima fez a diferneça. Veja: O segundo turno foi disputado em cada uma das 92.766 seções eleitorais instaladas no Peru e no exterior em 7 de junho, mas sem dúvida uma parte significativa dessa história foi escrita em Lima. Com mais de 8,6 milhões de eleitores registrados, a região concentra o maior número de eleitores aptos a votar no país e, portanto, possui uma capacidade de influenciar o resultado que nenhum outro distrito tem, visto que representa um terço do eleitorado.
Nesse reduto eleitoral — onde, vale ressaltar, a abstenção chegou a 20% — a maioria dos votos foi para Keiko Fujimori. E não apenas na região metropolitana de Lima, mas ela também venceu em sete das dez províncias da região de Lima e em Callao, onde obteve uma vantagem de 31 pontos percentuais sobre seu oponente, Roberto Sánchez.
Apenas Oyón, Huarochirí e Yauyos contrariaram a tendência das demais províncias. Contudo, isso ecoa um cenário semelhante ao de 2021, quando essas três províncias também votaram no então candidato Pedro Castillo, atualmente preso por tentativa de golpe e a quem Sánchez agora tenta instalar como presidente.
De fato, com exceção de Canta, onde Fujimori conquistou uma nova cadeira por uma margem estreita, o mapa eleitoral nesta parte do país é quase idêntico, como explicou Fernando Tincopa, cientista político e pesquisador do Centro Wiñaq.