Política

CONTAMINAÇÃO PRAIA DE PARIPE É DEBATIDA NA COMISSÃO DE REPARAÇÃO CMS

"Os órgãos públicos da área ambiental precisam se envolver na busca pela solução do problema, porque a comunidade já está sofrendo as consequências deste crime ambiental e ocupacional, que não pode ficar impune", declarou Aladilce.
Tasso Franco , da redação em Salvador | 23/04/2026 às 19:17
O debate foi proposto pela vereadora Eliete Paraguassu (PSOL)
Foto: div

Entre os encaminhamentos apresentados na audiência pública da Comissão de Reparação da Câmara de Salvador, na manhã desta quinta-feira (22), sobre o colapso ambiental na praia de São Tomé de Paripe, a vereadora Aladilce Souza (PCdoB) sugeriu a cobrança da descontaminação da praia, que há quase 70 dias convive com um líquido azul, de cheiro forte, que vem causando a morte de peixes, tartarugas e mariscos. 

O debate foi proposto pela vereadora Eliete Paraguassu (PSOL) e conduzido pela vereadora Marta Rodrigues (PT), titular do colegiado. O líder da bancada da oposição, Randerson Leal (Podemos), também participou do evento.

"Os órgãos públicos da área ambiental precisam se envolver na busca pela solução do problema, porque a comunidade já está sofrendo as consequências deste crime ambiental e ocupacional, que não pode ficar impune", declarou Aladilce.

Estado de Emergência

Outra sugestão foi a apresentação, pela bancada a oposição, de um Projeto de Indicação ao Executivo para decretação de estado de emergência na região, visando a liberação de recursos para indenização aos pescadores e marisqueiras. Aladilce ressaltou o envolvimento do Ministério Público na defesa da comunidade, e exibiu laudo técnico do Inema provando que a operação da empresa Intermarítima, envolvia substâncias prejudiciais ao meio ambiente marinho e à saúde das pessoas, motivo pelo qual a empresa foi interditada.

A versão da Intermarítima, de que não trabalha com os produtos que estavam provocando a mortandade de peixes e mariscos e que por isso não teria responsabilidade com a contaminação, segundo a vereadora não se sustenta. Além disso, frisou, "é preciso apurar todas as hipóteses, inclusive a possibilidade da contaminação ser fruto da operação atual ou da anterior, da Gerdau.