COM INFORMAÇÕES DO CORREIO
Tasso Franco , da redação em Salvador |
31/01/2026 às 10:05
Angelo Coronel - falamos de minha candidatura e não de Otto
Foto: Pedro Franca, Ag Senado
O senador Angelo Coronel (PSD) se pronunciou, na noite desta sexta-feira (30), sobre as declarações do presidente do PSD na Bahia, o senador Otto Alencar. Em entrevistas a veículos locais, Otto acusou o aliado de tentar articular, por meio do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, uma intervenção para assumir o controle do diretório estadual da legenda.
Em entrevista ao CORREIO, Coronel negou a acusação e desafiou: “Quem quiser saber se é verdade ou mentira o que estou falando, consulte Gilberto Kassab. Na mesa só tinha eu, Diego (Coronel) e Gilberto Kassab. Só nós três”, afirmou.
Coronel contou que viajou a São Paulo para conversar com Kassab sobre como funcionaria o palanque do PSD na Bahia, já que Otto defende o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao mesmo tempo, o partido filiou nesta semana o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que pode ser candidato à Presidência e pretende estar no palanque de ACM Neto (União Brasil) ao governo da Bahia. O senador baiano negou que tenha tratado de qualquer pedido de intervenção no diretório estadual.
“Esse negócio de eu ter viajado para pedir intervenção é uma falácia, uma narrativa fantasiosa de quem quer se desculpar de algo”, afirmou. Segundo ele, o único pedido feito a Kassab foi para disputar o Senado como candidato avulso, com o partido mantendo independência para evitar “embrulhar” a mente do eleitorado baiano.
Em entrevista ao portal Metrópoles, Otto Alencar disse considerar “difícil” a permanência de Coronel no PSD. Em resposta, Angelo Coronel declarou:
“Li na mídia que o presidente Otto afirmou que a minha permanência é insustentável. Se eu sair, será com o coração dilacerado, porque é o partido que ajudei a fundar. Mas a verdade um dia vai triunfar. Sinto que ele está sendo manobrado por alguns membros do PT”.
Sem citar nomes, Coronel afirmou que o aliado teria sido envolvido em uma conspiração política. “Estou sentido porque um amigo, compadre de 40 anos, está entrando de cabeça numa conspiração promovida por algum membro do alto escalão do PT para que Otto rompa comigo e o PT fique livre para manter a chapa puro-sangue. Isso é um absurdo. Admiro Otto, ajudei muito ele na vida pública e sinto na alma essa atuação que Otto está assumindo”, acrescentou.