Coronel mantém decisão de ser candidato à reeleição e poderá ingressar no União
Tasso Franco , da redação em Salvador |
31/01/2026 às 17:52
Senador Angelo Coronel
Foto: AG SENADO
A crise no PSD da Bahia explodiu neste saábado. O senador Angelo Coronel não faz mais parte do grupo político governista da Bahia. A decisão, que passa pela sua saída do PSD, foi confirmada pelo parlamentar durante entrevista.
Coronel, que viveu um impasse nos últimos meses por conta da formação da chapa "puro sangue" encabeçada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), com Rui Costa e Jaques Wagner ao Senado, comunicou que agora fará parte da oposição, revelando também conversas com partidos.
“Me botou para fora e eu quero que fique bem claro isso para os baianos. Eu saí do grupo porque não me deram a vaga que eu tenho com direito de reeleição, como o Jerônimo tem, Geraldinho, tem e Wagner tem. Eu não tenho sangue de barata para ser limado e aceitar”, disparou em entrevista ao programa Frequência Política.
Já em entrevista ao Broadcast Político, Coronel sinalizou que conversa com outros partidos, incluindo o União Brasil. As demais opções são DC, PRD e PSDB.
O senador Angelo Coronel confrmou que vai ser candidato à reeleição ao Senado integrando a oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT). O movimento de Coronel põe fim à crise onde três pré-candidatos disputavam duas vagas no bloco que apoia Lula.
Em entrevista ao Broadcast Político, Coronel disse que foi “defenestrado”, com pressão por parte do partido para deixar a legenda, e que o presidente estadual do partido, senador Otto Alencar (PSD-BA), considerava a sua permanência na legenda como “insustentável”. A reportagem procurou Otto Alencar, mas não obteve retorno.
Sobre deixar o bloco governista e ser candidato da oposição, Coronel afirmou que a mudança se dá por causa da forma como foi tratado pelo grupo durante a crise. “Se o próprio governo não me quis, por que vou querer votos?”, disse o senador. Sobre o novo partido, Coronel disse que a maior probabilidade é que ele vá para o União Brasil, cujo diretório estadual faz oposição a Lula e tem como pré-candidato ao governo o ex-prefeito de Salvador ACM Neto.
O senador disse que aguarda uma conversa com ACM até amanhã, além de uma consulta a aliados para definir se irá para a sigla. Além do União, Coronel disse estar em tratativas com o PSDB, o Democracia Cristã (DC) e o PRD. Em 2018, Coronel e Jaques Wagner foram eleitos senadores a partir da aliança entre PT e PSD, formada na Bahia em torno de Rui Costa.