Política

WAGNER diz que delação de Claudio é cretinice e nunca usou o relógio

Com informações do Metro
Da Redação , Salvador | 12/12/2016 às 14:18
Ex-governador Jaques Wagner
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Durante entrevista a Mário Kertész, na Rádio Metrópole, na manhã desta segunda-feira (12), o coordenador executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Bahia (Codes), ex-ministro e ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT) falou sobre o relógio que recebeu de presente da Odebrecht, segundo Cláudio Melo Filho no valor de US20 mil dólares.

Questionado sobre o valor da "lembrancinha", o petista declarou: "Isso é cretinisse. No meu aniversário, se ele me deu um presente, não vou perguntar ao cara quanto custou... Se era pra me comprar, deu com os burros n'água. Acho isso um negócio cretino. Pra falar a verdade, guardei e nunca usei, porque uso outro tipo de relógio. O presente não quer dizer que tenha nada a ver com minha vida política".

RELAÇÃO COM A ODEBRECHT

"Existe mais raiva do que amizade comigo". Foi o que disse o coordenador executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Bahia (Codes), ex-ministro e ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT) em relação a empreiteira Odebrecht e o ex-diretor Cláudio Melo Filho.

Depois de ser citado em delação, o petista revelou que Cláudio o procurou para a construção da Via Expressa, em Salvador, no entanto, sem sucesso nas conversas, "se retou". "Todas as ações que nós tomamos foram em benefício da Bahia. Ele [Cláudio] diz isso, ele mesmo. Ele se retou porque perdeu a obra da Via Expressa. Uma obra de R$ 360 milhões. Essa parte ele não conta", afirmou em entrevista à Rádio Metrópole, na manhã desta segunda-feira (12).

"Ele deveria ter dito que foi no gabinete do governador Jaques Wagner pedir a ele pra 'oferecer essa obra pra gente, essa obra da Via Expressa'. Eu disse: 'Cláudio, não trabalho nesse padrão'. O Claudio era candidato a vice na chapa de José Freitas Mascarenhas, da Odebrecht. Existe mais raiva, que amizade comigo. Apesar de que, quando era de interesse da Bahia, quando a Copene foi ser vendida na época, ACM torceu para o grupo Ultra ganhar. Eu e outros parlamentares baianos, trabalhamos para uma empresa baiana, no caso a Odebrecht, ganhar. Mas não fiz isso cobrando dinheiro pra eles, fiz pelo interesse da Bahia", concluiu.