Mais uma crítica ao projeto de reforma administrativa do prefeito ACM Neto (DEM) foi feita nesta segunda-feira, 12, pela vereadora Aladilce Souza (PCdoB). Ela não concorda com a extinção da Superintendência de Políticas para Mulheres, cujas competências serão transferida para a pasta de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude.
Na opinião da comunista a mudança representa um retrocesso nas conquistas de políticas públicas para as mulheres e reflete uma visão retrógrada do prefeito: “Infância e Juventude deveriam ser tratadas separadamente. Cada segmento tem suas particularidades e demandam políticas públicas específicas. Essa vinculação confunde o papel da mulher”.
Ela questionou também a criação de novas secretarias, pois em sua opinião, o discurso do prefeito é de austeridade, que necessita cortar gastos, mas, contraditoriamente, propõe a criação de novas secretarias: “Serão quase 100 cargos de comissão e de confiança que serão criados, justo num momento em que outras secretarias sofrem com falta de estrutura, a exemplo da Secretaria de Saúde, e que foi negado aos servidores o reajuste salarial”.
Para a legisladora a reforma servirá, na verdade, para acomodar aliados políticos, em vez de aprimorar a eficiência do Município.
Devolve, Neto
Já a líder do PT na CMS, Vânia Galvão, cobrou de ACM Neto a devolução ao Tesouro Nacional os R$ 370,1 mil utilizados na campanha para a reeleição. ”Precisamos ficar atentas aos fatos, e pressionar para que o prefeito cumpra as determinações da justiça”, diz ela. Em sentença proferida na quarta-feira, dia 7, o juiz Osvaldo Rosa Filho, da 6ª Zona Eleitoral de Salvador, reprovou as contas da campanha do democrata e determinou a devolução do montante ao tesouro, em cinco dias uteis.
Segundo o juiz, não há comprovação de como o dinheiro de fundo partidário foi utilizado. Para a petista a irregularidade propõe uma retomada de fatos de desvios de recursos que ocorreram na gestão municipal: ”Até hoje não sabemos onde foram parar os recursos desviados das secretarias de Saúde e de Combate à Pobreza, em 2015. O Ministério Público identificou a corrupção, foram apontados responsáveis pelas ações, mas os recursos não foram devolvidos aos cofres municipais. Isso não pode virar regra na prefeitura”.