Política

Gilmar e Aladilce condenam prisão de militantes por Guarda Municipal

Na opinião dos dois vereadores a prisão foi arbitrária e revela o despreparo da GMS
Limiro Besnosik , da redação em Salvador | 10/10/2016 às 19:13
Gilmar Santiago e Aladilce Souza
Foto: LB

Os vereadores Gilmar Santiago (PT) e Aladilce Souza (PCdoB) condenaram a ação de integrantes da Guarda Municipal de Salvador, no último sábado à noite. Eles prenderam militantes do Unegro na noite do último sábado, 8, após serem fotografados e terem suas identificações solicitadas quando reprimiam vendedores ambulantes no bairro do Rio Vermelho.

A comunista  divulgou nota expressando indignação contra as prisões e dando apoio às ativistas Ângela Magalhães e Kadine Barbara. Segundo Aladilce “A Guarda Municipal foi criada com o objetivo de atuar como guarda patrimonial e rapidamente vem sendo militarizada, assumindo papel repressivo, inclusive sem preparo algum”.

Ela anunciou que reunirá a bancada oposicionista na Câmara de Salvador para cobrar “a responsabilidade do Executivo Municipal e todas as previdências cabíveis ao Ministério Público Estadual”.

Ainda de acordo com o texto “a Guarda Municipal deve cumprir o papel de guarda cidadã, de apoio aos cidadãos e preservação do patrimônio público, não de ter papel de polícia, muito menos seguindo o modelo militarizado, resquício da época do regime ditatorial, com métodos condenáveis, repressivos, violentos e arbitrários, à margem da Lei e do Estado de Direito”.

Prisão ilegal

Para Gilmar a prisão foi ilegal. Em sua opinião a GMS “é despreparada para lidar com a população e abusa da violência, principalmente contra ambulantes e pessoas humildes, provocando cenas chocantes nas ruas de Salvador”.

Entre os abusos da corporação, lembrou, está o deslocamento de dez viaturas para prender um flanelinha que se desentendeu com um agente; moradores da Ladeira da Preguiça foram espancados; e agentes atiraram em fugitivos desarmados. “Decididamente, parece que a Guarda não está habilitada a atuar armada e a fazer policiamento ostensivo”, avaliou.