Política

AUDIÊNCIA pública na CMS discute situação de vigilantes demitidos

Os profissionais estão desde 2010 sem receber seus direitos trabalhaistas
, da redação em Salvador | 11/11/2014 às 18:51
A audiência contou com grande número de vigilantes
Foto: Valdemiro Lopes

A situação de três mil vigilantes, demitidos pela empresa Protector, ex-prestadora de serviços da Prefeitura de Salvador, foi discutida na manhã desta terça-feira, 11, durante audiência pública realizada na Câmara Municipal. A iniciativa foi do vereador Arnando Lessa (PT) e contou com as presenças de Gilmar Santiago (PT) e Geraldo Júnior (SDD), entre outros convidados.

O petista deu apoio à categoria e destacou o objetivo da reunião, de encontrar uma solução eficaz para a questão: “Queremos estabelecer uma comissão para nos reunirmos diretamente com o prefeito e resolver de uma vez por todas esse problema. Temos o apoio de outros vereadores e o presidente Paulo Câmara (PSDB) também declarou que fará o possível para ajudar a solucionar o caso”.

Geraldo Júnior disse estar “disponível na dianteira, juntamente com Lessa, para ajudar a categoria a receber a remuneração devida”. Gilmar avaliou que os processos de negociação são importantes, mas a mobilização ainda é mais eficaz: “Ir para as ruas hoje ainda chama mais a atenção”.

Luiz Carlos Suíca (PT) mandou representante à reunião parabenizando Lessa pela iniciativa e colocando-se à disposição para mediar as tratativas: “Nessa gestão, temos um importante instrumento em favor dos terceirizados que é a Lei Anticalote. Esta iniciativa mostra o quanto a bancada do PT cumpre importante papel para os trabalhadores desta cidade”.

O diretor do Sindicato dos Vigilantes da Bahia, José Boa Ventura, relembrou a luta da categoria, pois os profissionais foram demitidos em 2010 e ainda não receberam seus direitos trabalhistas: “A Protector já não existe e quem fica responsável por isso é a prefeitura. Quem está fazendo o papel de vigilante hoje são os porteiros, por ser mais barato. No fim de tudo, a população também pode pagar, talvez com a vida, por falta de profissionais qualificados, sem equipamentos e especialização para o trabalho”.

Para a deputada estadual Maria Del Carmen a existe descaso por parte da prefeitura: “Não acredito que durante estes quatro anos não foi possível analisar os aspectos relatados para se chegar a um denominador comum. Está na hora de a prefeitura reconhecer os esforços da categoria que protege com a própria vida o patrimônio e a população”.

Entraves

Já a coordenadora de contratos da Secretaria Municipal de Gestão, Karine Galvão, representando o secretário Alexandre Paupério, garantiu que a atual gestão tem cuidado das despesas de gestões passadas, mas existem entraves para a agilização do processo: “Temos casos de perda de documentos por parte da gestão anterior, essenciais para entender melhor a situação”.

Ainda segundo ela a Prefeitura tem buscado todos os meios para solucionar o problema em questão, destacando o bloqueio de R$16 milhões pela Secretaria Municipal da Fazenda para pagar os trabalhadores: “A Controladoria Municipal tem feito auditorias contra a Protector. Estamos analisando as documentações da empresa e do sindicato e, assim que tivermos uma posição segura, contataremos a Prefeitura e os trabalhadores”.