Política

BAIANAS de acarajé são defendidas na CMS por Edvaldo Brito

O petebista destacou a importância cultural das profissionais
| 09/09/2013 às 19:44
Edivaldo: em defesa das baianas de acarajé
Foto: Limiro Besnosik

A atuação das baianas de acarajé nas ruas de Salvador foi defendida nesta segunda-feira, 9, na Câmara Municipal, pelo vereador Edvaldo Brito (PTB), destacando a importância dessas profissionais para a cultura baiana.

O risco para a atividade foi foi apresentado pelo presidente do coletivo de entidades negras Associação Beneficente Axé Abassá de Ogum, Marcos Rezende. Segundo ele, a tradição soteropolitana está ameaçada por conta das novas normas decretadas pela Prefeitura e pela intenção de subtrair o número de baianas na orla de Salvador.

Outros pontos do decreto do Executivo que são contestados pelas baianas são a obrigatoriedade de montar toldos móveis e a proibição de pontos fixos na cidade.

O petebista se disse tocado pessoalmente pela questão: “Quando menino fiz acarajé. Tive uma tia de Iemanjá, uma tia de Xangô, uma tia de Iansã e uma tia de Oxum que vendiam acarajé. Não é de um quitute apenas que estamos falando. É de algo muito mais importante que é a religião dos terreiros. Sou, sim, homem de axé, homem de orixá, e portanto defendo o acarajé como algo importante em nossa liturgia. Algo importante em nossa vida de axé. Não se reloca nem se reduz uma pratica religiosa dessa forma".