Acontecerá neste sábado, 10, em Salvador, o mutirão da Associação Brasileira Protetora dos Animais (ABPA/BA) para vacinar 250 cães contra o vírus da cinomose, apoiada pela vereadora Ana Rita Tavares (PV). O local será a Praça Nova República, em Tancredo Neves e integra a Campanha Nacional pela Erradicação da doença.
A cinomose é um mal contagioso que acomete cães, principalmente no primeiro ano de vida, e tem alta taxa de mortalidade. Os principais sintomas são alterações respiratórias, digestivas e neurológicas. Quando as consequências são irreversíveis, muitos animais acabam sendo submetidos à eutanásia.
A vacinação está marcada para 9 às 12 horas, com prioridade para animais de pessoas de baixa renda, pois muitas delas desconhecem a doença ou não têm condições para pagar assistência veterinária. É na periferia onde a cinomose mais se alastra, matando ou causando sequelas graves nos animais infectados.
Para participar é preciso fazer agendar, através do telefone (71) 3320-0296 até sexta-feira, 9, das 9 às 18 horas. Como a vacina que vai ser aplicada no mutirão é conjugada com a antirrábica, só podem ser vacinados cachorros com idade acima de quatro meses. Quem tiver a carteira de vacinação do animal deve levá-la no sábado.
Seminário
Ana Rita Tavares participou também do seminário “O animal comunitário - aspectos legislativos, sociais e jurídicos”, realizado na quarta-feira, 7, com a presença de estudantes e professores da Escola de Direito da UFBA e do promotor de Justiça da 2ª Promotoria do Meio Ambiente, Heron Santana.
Também palestraram Ingrid Teixeira, vice-presidente da ONG de proteção animal Associação Brasileira Terra Verde Viva; Wagner Ferreira, jornalista especialista em Jornalismo Científico e Tecnológico e Gabriela Nery, médica veterinária e doutoranda do Laboratório de Infectologia Veterinária da Ufba.
Segundo a edil o objetivo foi explicar aos futuros advogados o que é a figura do animal comunitário – aqueles que mesmo não domiciliados se diferenciam dos errantes por receberem cuidados como abrigo, alimentação, vacinação e castração – e os aspectos legais que garantem a permanência deles onde estejam ambientados sem que ofereçam riscos às pessoas.
“A ideia de realizar esse seminário partiu de um pedido que recebemos da direção da Faculdade para retirar daqui um cão que estaria oferecendo ‘riscos’ aos estudantes e professores”, revela. “Nosso objetivo é detalhar as leis que protegem esses animais e fazer com que as pessoas não os vejam apenas como vetores de doenças, mas como integrantes do mesmo meio ambiente”, completa.