Política

WAGNER DEFENDE VALOR ÉTICO E RESPEITO FAMILIAR PARA CONTER VIOLÊNCIA

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| 18/02/2010 às 14:00
Governador faz balanço na tribuna da ALBA e diz que vencerá a violência
Foto: Manu Dias
  A mensagem apresentada pelo governador Jaques Wagner a Assembleia Legislativa nesta quinta-feira contem 95 páginas e detalha em 14 segmentos, além da apresentação, resumos de sua gestão ao longo dos últimos três anos e propostas para 2010. O governador destacou a geração de novos empregos, o equilíbrio financeiro, as ações sociais, de saúde e de educação, o turismo e a infraestrutura como áreas que estão modificando o Estado, na sua ótica.

  Fez alguns comentários especiais e até fora do roteiro do discurso lido sobre a segurança pública, em especial elogios ao comandante da PM, coronel Nilton Mascarenhas, e situou que, ao longo de 3 anos o governo aumentou os recursos para segurançca em 20%, alcançando R$1.9 bilhão. 

  Calcanhar de Aquiles do seu governo, Wagner destacou que que se trata de "uma luta árdua e temos a certeza de que vamos vencer essa batalha. Há muito tempo aprendi que os problemas de violência, além das firmes ações da polícia e da justiça, existem cada vez mais reconstrução de valores éticos, do respeito às famílias, às regras sociais e uma maior distribuição de riqueza e oportunidades".

  Para o governador nada funcionará bem se não "trabalharmos na porta de entrada dos problemas. "Tenho consciência disso e falo como pai, avô e cidadão pela necessidade de fortalecer os valores da fé, respeito e solidariedade. A Polícia também é pregação com profissionais que pregam esses valores junto à sociedade".

  Entende o governador que a segurança pública é um dos maiores desafios do seu governo. "Não recuamos e não recuaremos. É com essa certeza que quero dizer que os projetos e sonhos que proclamei ao subir nesta tribuna pela primeira vez na condição de governador, em 2007, estão mais vivos do que nunca. Estão crescendo, estão dando frutos e alimentando uma Bahia mais humana, mais democrática e mais fraterna".

  TRABALHO

   O governo Wagner comentou, ainda, que, ao contrário do que aconteceu em 2009 (ano da crise internacional da economia) "o estado retomou seu nível de crescimento, o nível de emprego vem batendo recordes, a nossa arrecadação voltou a crescer, e vamos nos manter vigilantes e continuar a controlar e racionalizar os nossos gastos e investimentos".

  Segundo Wagner "nunca se trabalhou tanto na Bahia. Entre 2007 e 2009 foram gerados 170 mil novos empregos, o maior número em toda história do estado e o maior do Nordeste no mesmo período".
  
   Entre outros destaques apresentados pelo governador estão a construção de 69 mil casas pelo programa Minha Casa, Minha Vida, realizadas através de acordo entre governos estadual e federal, o aumento de 20% no número de leitos hospitalares, o saúde em movimento, a alfabetização de 460 mil pessoas pelo Topa, 760 mil propriedades de Agricultura Familiar (maior número do país) e o beneficiamento de 2,3 milhões de pessoas com o programa Água para Todos.


  E mais: intervenções realizadas na atual gestão, que recuperaram 1.852 km de rodovias, enquanto outros 2.367 km estão em andamento. "A Bahia é um canteiro de obras", comemora. Ele defendeu ainda os projetos da Ferrovia Oeste-Leste e a ponte Salvador-Itaparica. "Temos a maior densidade demográfica de capital de todo o país. Salvador não tem mais território para crescimento. O ferry-boat é um meio de transporte cada vez mais insuficiente. A estrada de Itacaré incrementou em 30% o movimento".


  COLETIVA

   Em coletiva com jornalista falou da reforma administrativa em que terá de realizar a troca de nove titulares das pastas estaduais devido ao prazo legal (dia 31 de março) para que possam concorrer às eleições deste ano.
 

  "É uma contingência do processo eleitoral. Como estamos no último ano, a tendência é de continuidade de trabalho. Isso eu não estou dizendo que tem que ficar o chefe de gabinete ou o secretário executivo. Pode ter pasta que a gente faça uma ou outra modificação, chamando um técnico para assumir", disse.
 
  "Se a gente tiver sucesso, evidentemente a partir de outubro já é um processo de negociação e montagem de um novo governo. Não precisa esperar 2011 para começar. Então quem assumir deve ficar cerca de seis meses, dando continuidade aos projetos prioritários", concluiu


  Marcos Lima está cotado para ocupar a função de articulador político do Governo do Estado, caso o governador Jaques Wagner (PT) consiga a reeleição em outubro. Entretanto, ele não deve ser indicado para o cargo de Secretário de Relações Institucionais, hoje ocupado por Rui Costa (PT), na próxima reforma administrativa, em que sairão os membros do Governo que disputarão vagas no Legislativo.