Segundo o deputado Carlos Gaban, o secretário estadual de Saúde, Jorge Solla acaba de firmar três novos contratos sem licitação que juntos somam R$66,2 milhões, contrariando a determinação do MP, que representou contra ele, em novembro do ano passado, para que fosse interrompido imediatamente o processo de contratação de empresas para prestação de serviços nos hospitais públicos sem os devidos processos licitatórios.
Gabam explica que Solla, aproveitando-se do período pré-carnavelsco - quando todas as atenções da mídia estão voltadas para a folia -, publicou no Diário Oficial do Estado dois novos contratos sem licitação com a Fundação José Silveira no valor total R 45,6 milhões e outro com a Coopersaúde no valor de R$20,6 milhões para a prestação de serviços médicos hospitalares. Os contratos, com prazo de 180 a 365 dias para a execução, dão continuidade a outros "contratos de urgência" que já persistem por mais 30 meses.
"Que urgência é essa que após 30 meses Jorge Solla não consegue resolver? Seria esse o conceito de urgência dele? Se for, talvez explique o porquê de tantos baianos morrerem à espera de atendimento médico ou de vaga em hospitais depois que Solla virou secretário da Saúde", declarou o parlamentar.
COOPAMED X COOPERSAÚDE
Gaban lembra que, depois de desencadear uma grande crise na assistência médica no Estado no início de 2007, quando rescindiu um contrato com a Coopamed, Solla, como é do seu feitio, foi à imprensa e criou um dos seus tantos factóides, dizendo que agia daquela forma para cumprir uma decisão judicial - da qual o secretário não quis recorrer na época - que exigia o fim da terceirização dos serviços médicos em unidades públicas de saúde.