Política

SOUTO CONTESTA NÚMEROS DA SEPLAN E FALA EM MANIPULAÇÃO DE DADOS

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| 29/12/2009 às 15:50

O presidente do Democratas, ex-governador Paulo Souto contestou os números apresentados pela Secretaria do Planejamento a respeito de repasses de orçamento de 2009 e a sua comparação com os 2006. Souto afirma que, mais uma vez, o governo manipula dados para criticar o passado e encobrir as próprias ineficiências.

"É inacreditável que, ao final do terceiro ano de administração, o governo atual continue com esses factóides, ao invés de se preocupar em trabalhar para resolver os graves problemas que afetam a população, sobretudo nos setores de educação, de saúde e da verdadeira tragédia diária que vivemos na segurança pública", afirmou.


Para Souto, usar números de transferências constitucionais federais como prova de eficiência de uma gestão é um disparate tão grande que nem merece ser analisado. "Se o governo quer falar em eficiência, vamos então para a aplicação de recursos, e vemos que, até novembro de 2009, o governo investiu apenas 50% dos recursos disponibilizados pela União. Cadê a gestão?", perguntou Souto.


A respeito de projetos, o presidente do DEM afirma que as próprias realizações anunciadas como suas pelo governo estadual falam por si. "A grande maioria das obras importantes já inauguradas pelo governo estadual foram iniciadas ou contratadas no governo passado. São os casos dos hospitais de Irecê e Juazeiro e Santo Antonio de Jesus, de muitas estradas, como é o caso da Itacaré-Camamu, das casas populares entregues, de boa parte dos serviços de abastecimento de água, das fábricas e empreendimentos hoteleiros inaugurados e até da única realização da Cultura, que foi o Museu Rodin. Tudo começou no governo passado", disse Souto.


"Além disso, temos uma série de obras e ações que foram paralisadas pelo governo atual ou andam num ritmo bem lento. Os maiores exemplos são os equipamentos de comunicação das policias, que chegaram ao final de 2006, só começaram a ser implantados em Salvador em agosto deste ano e ainda não chegaram ao interior; e ao programa de estradas que foi aprovado em novembro de 2006, os recursos estão disponíveis desde maio de 2007, mas só nesse ano começaram as primeiras obras", afirmou.