Política

WAGNER REFUTA CONOTAÇÃO INTERVENCIONISTA NO TRIBUNAL CONTAS DO ESTADO

Vide
| 06/11/2009 às 14:23
No encontro dos revendores de combustíveis proposta para unificar ICMS nos estados
Foto: Manu Dias

Entre fotógrafos, empresários, dirigentes estatais, secretários e parlamentares, o governador Jaques Wagner refutou nesta manhã de sexta-feira (6) qualquer tipo de conotação intervencionista do governo em relação a ofício encaminhado ao Tribunal de Contas do Estado.

"Apenas manifestamos uma opinião (sobre o relatório do conselheiro Pedro Lino), sem a intenção de gerar tamanho debate", minimizou e completou: "A democracia é o direito do contraditório. A minha escola não é a do mandonismo. A minha escola é a da luta pela liberdade de expressão e o que fizemos foi expor a nossa opinião", rebateu Wagner, após pergunta de jornalista.

A declaração ocorreu durante o IV Encontro de Revendedores de Combustíveis e Lojas de Conveniência do Nordeste, no Hotel IberoStar, Praia do Forte, que reuniu aproximadamente 800 pessoas, entre fornecedores, revendedores e autoridades para discutir questões referentes ao futuro dos postos de combustíveis e das lojas de conveniência, considerando as transformações mundiais nas áreas social, ambiental, econômica e mercadológica.


ENCONTRO

Além governador e do prefeito João Henrique, que acompanhou Wagner no helicóptero até o evento, estiveram no encontro o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, o governador em exercício de Alagoas, José Wanderley Neto; o ministro da integração, Geddel Vieira Lima, o presidente da Assembléia Legislativa da Bahia, deputado Marcelo Nilo; os secretários estaduais da Fazenda, Carlos Martins; Justiça, Nelson Pellegrino; Planejamento, Walter Pinheiro; e Segurança, César Nunes.


Um dos pontos altos do encontro de revendedores e lojas de conveniência ficou por conta da proposta do presidente da Associação de revendedores de combustíveis, Paulo Miranda, e a resposta do governador baiano. Miranda sugeriu a "unificação das alíquotas do ICMS entre os estados", apesar de considerar de difícil realização, mas, complementou com a afirmativa de que "essa é a única maneira de combater a sonegação fiscal".

Por outro lado, Wagner afirmou que a proposta é viável e aproveitou a provocação para criticar a atual "guerra fiscal" entre os estados para a atração de investimentos. "A guerra fiscal está chegando a um nível que beira a loucura. Por isso, melhor que unificar apenas uma alíquota, deveríamos realizar o quanto antes uma reforma tributária definitiva", apontou o governador.