Um vereador, que preferiu não ter o nome divulgado, declarou exclusivamente para este site que considera "uma promiscuidade essa comemoração que não tem o menor sentido", levando em consideração que se trata de um órgão que tem o papel de fiscalizar, inclusive das grandes empresas financiadoras da comemoração.
O vereador, que foi um dos convidados para a festa, ainda relatou sobre a surpresa que teve ao ver a confecção do convite enviado pela Sucom. "Você precisava ver o convite. Parecia de uma grande produção Hollywoodiana", declarou.
Apenas Pedrinho Pepê (PMDB) resolveu comentar a situação abertamente. O peemedebista disse que endossa as palavras da promotora do Ministério Público, Rita Tourinho, quando considerou a atitude do órgão "eticamente questionável, mas só seria ilegal se o financiamento ocorresse em troca de vantagem".
Pepê deixou claro que conhece a conduta do superintendente da Sucom, Cláudio Silva, e, pelo seu perfil, acha que é incapaz de tentar conseguir esse tipo de benefício. "É preciso que o assunto fique mais claro", disse.
Os vereadores Pedro Godinho (PMDB) e Henrique Carballal (PT) também preferiram não falar sobre o assunto. A líder da oposição na Casa Legislativa, Aladilce Souza (PCdoB), não compareceu à sessão ordinária desta quarta. Foi tentado também contato por telefone pela reportagem, mas não houve êxito.