Política

GOVERNO DO ESTADO PODE IMPLANTAR EXTREMO SUL SUSTENTÁVEL

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| 04/11/2009 às 16:00
Em audiência pública realizada hoje (4) no plenário da Assembleia Legislativa, o governo do estado, através dos secretários do Meio Ambiente, Juliano Matos, e da Agricultura, Roberto Muniz, se comprometeram a implantar no extremo sul do estado uma versão do programa Oeste Sustentável, que vai promover a regularização ambiental de cerca de duas mil propriedades rurais naquela região. "Isso vai possibilitar a isenção de multas e a aplicação de parte delas na preservação ambienta", afirmou o presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, Carlos Gaban (DEM), propositor da audiência pública que aconteceu pela manhã.

Gaban disse que os atuais proprietários rurais não podem ser responsabilizados pelos desmatamentos que aconteceram no passado. "Por isso, é necessário o desenvolvimento de uma política ambiental na região, como já existe no Oeste", declarou o parlamentar. O governo, por meio dos dois secretários presentes, se comprometeu a adequar o Oeste Sustentável à região do extremo sul em no máximo 30 dias. "Após isso, vamos realizar uma audiência pública em Teixeira de Freitas para discutir a proposta", contou o deputado.

A audiência de hoje contou com a presença de prefeitos, vereadores, produtores e empresários do extremo sul da Bahia interessados no desenvolvimento sustentável. Para o presidente da Associação dos Produtores Rurais do Extremo Sul, Darilo Carlos de Souza, o governo precisa agir principalmente para combater o radicalismo no setor ambiental.

"Temos de sair da conversa e partir para a ação. É preciso mais compromisso com a produção no estado, sem fanatismo. Estamos vendo aqui no Litoral Norte vários empreendimentos indo embora, se instalando em outros estados, por conta dos radicalismos. Não podemos fugir desse tipo de debate", frisou.

Segundo o secretário da Agricultura, Roberto Muniz, a maioria das propriedades cumpre a legislação, mas não regulariza a situação junto aos órgãos do meio ambiente. "Com essa proposta, essas propriedades serão regularizadas, depois de 30 anos. Isso vai facilitar a aprovação de financiamentos", afirmou.