Política

CÂMARA APROVA AUMENTO DO IPTU COM EMENDAS DA BANCADA DA OPOSIÇÃO

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| 07/10/2009 às 20:40
Vereadores de Salvador aprovaram aumento de mais impostos para a população
Foto: ASCOM/CÂMARA
    Foi aprovado na noite desta quarta-feira (6), na Câmara Municipal de Salvador, o projeto de reforma tributária do Executivo Municipal, que aumenta impostos como IPTU e ISS. O acordo só aconteceu depois que a sessão foi paralisada por quarenta minutos para que as equipes técnicas da Secretaria da Fazenda e da Procuradoria-Geral do Município pudessem avaliar as emendas apresentadas.

    
     Das 9 emendas sugeridas pela oposição, 7 foram acatadas. Do total de 23 emendas sugeridas por todos os vereadores, 13 foram aceitas pela equipe da prefeitura. De acordo com o vereador líder do governo na Câmara, Pedro Godinho (PMDB), o número de emendas aprovadas da oposição "é uma prova do espírito democrático do governo".

    
    Apesar de reconhecer o avanço alcançado com a incorporação das emendas sugeridas pelos vereadores da oposição e da situação, a líder da oposição Aladilce Souza (PCdoB) reafirmou que o tempo de tramitação do projeto na Casa Legislativa foi "muito curto para votar um projeto dessa importância".

    
   TÉO DEFENDE AUMENTO

  O vereador Téo Senna (PTC) reclamou do "espírito de porco" dos vereadores da oposição que obstruíram a sessão até onde foi possível e lembrou que há mais de 12 anos que não se aumenta impostos na cidade. Apesar da impopularidade do projeto, os vereadores têm que enfrentar a votação, que será benéfica para os cofres públicos.


      "Chega de discursos de oportunismo. Não fazemos mais fazer aquela oposição irresponsável que só prejudica a cidade. Salvador é uma capital pobre e, se continuasse do jeito que está, quando a população precisar de obras de iluminação e tapa-buraco, por exemplo, não iria ter", explicou Senna.


     Andrea Mendonça lamenta - A vereadora democrata lamentou a reprovação da emenda que limitaria o teto para homologação de créditos tributários junto à fazenda pública em R$100 milhões. Acima disso, a matéria teria que ser obrigatoriamente discutida na Câmara Municipal. De acordo com a vereadora, "a aprovação da emenda seria uma boa oportunidade para melhorar a imagem da Casa". (Marivaldo Filho, repórter)