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Deputados José Carlos Araújo e Marcelo Nilo, ministro Lupi e governador Jaques Wagner
Foto: BJÁ
O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Marcelo Nilo, ao se filiar ao PDT em solenidade no Centro de Convenções com as presenças do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, do governador Jaques Wagner, secretários de estado, deputados e lideranças do interior, confessou que o governador pediu ao presidente do PT, Jonas Paulo, para que este partido assumisse sua candidatura a presidência da Assembleia, no momento em que ele (Marcelo) rompeu com o PSDB.
Contou que esteve no Palácio de Ondina, por volta das 23 horas, e afirmou a Wagner (que chegava de viagem de BSB) que não poderia ser candidato a presidência da ALBA "porque o PSDB não cumprira sua palavra em apoiá-lo à reeleição". Destacou que falou o seguinte ao governador: "Quero dizer com muita clareza que apoio qualquer candidato a presidente, menos um deputado. Ele (o governador) não disse nada. Pegou o telefone e ligou para Jonas Paulo para antecipar o apoio do PT à minha candidatura e que, se tivesse algum companheiro que não queira apoiá-lo me diga para eu ligar".
Segundo Marcelo sua candidatura a reeleição na ALBA se fortaleceru, aconteceu um almoço no Barbacoa com toda bancada do PT e daí consolidou sua amizade com Wagner. "Eu sai do PSDB por lealdade ao governador, não. Amizade, não. Sai porque acredito no Projeto Jaques Wagner, porque acredito que ele transformará esta Bahia, como está transformando nesses dois anos e meio. Estou saindo do PSDB porque este partido não cumpriu os acordos com o governador".
OS RISCOS DA VIDA
Segundo Marcelo, a vida é um risco e todo cidadão tem sempre que arriscar. Mas, na vida pública tem que subir degrau por degrau. "Não adianta subir cinco degráus e cair". Contou que, quando tinha 6 anos de idade lá no Sertão de Antas, semi-árido, onde dificilmente chove, só havia até o curso primário. Ginasial em Cícero Dantas e colegial em Alagoinhas. "Mas, usando uma sandália japonesa disse para mim mesmo que seria um doutor".
Depois de muita luta formou-se em engenheiro e foi estagiar na Embasa, através de pedido do deputado Jutahy Magalhães Jr, seu fraternal amigo, no governo Roberto Santos. E, na Embasa, jurou que seria presidente e foi. Filiou-se ao PSDB por orientação do então senador Jutahy Magalhães e elegeu-se deputado. E também fez a promessa a si mesmo que seria presidente da Assembleia. E é o atual presidente.
Nilo comentou, ainda, como era difícil fazer oposição a ACM. "Meu pai me disse. Você é inimigo pessoal do governador ACM, do presidente do TJ, Aloísio Batista, e do Secretário de Segurança Pública. Um vai mandar prender você e o outro vai assinar o ato de demissão".
Confessou, também que pensou em sair da vida pública e voltar a ser engenheiro, mas "algo me dizia que valia a pena continuar e eu continuei. Graças ao povo da Bahia, surpreendentemente, elegeu Jaques Wagner. Não tinha relações pessoais com o governador e hoje, graças a vida pública somos amigos fraternais".
Revelou que, logo depois da vitória de Wagner esteve com ele em Ondina e disse que queria ser presidente da ALBA. Resposta do governador: "Crie as condições políticas que lhe ajudarei e as condições foram criadas e teve esse apoio".
A OPÇÃO PELO PDT
Marcelo disse que foi convidado por todos os partidos e inicialmente escolheu o PSB e depois o PDT por sua história. Mas, esteve com o ministro Lupi ao lado do secretário Rui Costa e pediu que colocasse na presidência do partido na Bahia um cidadão sério. Sugere algum nome? - respondeu o ministro. Depois, recebeu um telefonema de Lupi dizendo que tinha aceito a sugestão e colocado Alexandre Brush na presidência.
"Eu já tinha acertado a entreda no PSB e fiz um encontro com a deputada Lidice da Mata e o secretário Domingos Leonelle e eles tiveram a lealdade e a grandeza de me liberar. Entro como soldado. E farei defesas do governador Wagner e do seu projeto político. Entro pela porta da frente porque o PSDB não cumpriu o que acertou comigo. Eu fui o interlocutor do partido junto ao governador e disse a ele que se fosse a convenção de Imbassahy, e dissesse que ele era da base do governo, e eu falava em nome dos cardeais do PSDB, e o governador confiou em mim e cumpriu o acertado. Mas, infelizmente, não pude cumprir minha palavra devido o PSDB".
Marcelo considerou a filiação ao PDT "um dos momentos mais difíceis e importantes da minha vida pública agradeceu aos deputados Roberto Carlos e Euclides Fernandes, bem como ao deputado Marcos Medrado, por ter aceito a filiação de José Carlos Araújo.
Segundo Nilo, agora é trabalhar pela reeleição do governador porque "a maior obra de Wagner é a obra imaterial, a democracia, a liberdade que se respira na Bahia. Hoje, a Bahia não tem dono, não tem chicote, não tem prepotência. Hoje, na Bahia tem liberdade e as pesoas podem fazer o que entendem. "Sou um soldado para ajudar a crescer este partido (PDT). Eu ajudei muito a creser o PSDB e vou ajudar a transformar o PDD porque minha vida é feita com lealdade, transparência e trabalho", concluiu.