Política

COMISSÃO DA ASSEMBLEIA APROVA NA TERÇA CONTAS DO GOVERNO WAGNER 2007

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| 14/09/2009 às 18:28
Relator da matéria, Álvaro Gomes, diz que não existem restrições nas contas
Foto: BJÁ
   A Comissão de Finanças e Orçamento da Assembleia Legislativa aprova nesta terça-feira, 14, o relatório do deputado Álvaro Gomes, PCdoB, sobre as contas do governo Wagner ano 2007, sem restrições. Pelo menos esse é o parecer dado pelo deputado. Agora, com maioria na Comissão (5x3), a base governista vai sacramentar a matéria, sem problemas, assim confirma o líder do governo, deputado Waldenor Pereira (PT).

  Causou apenas uma pequena polêmica o fato do deputado comunista ter feito referências a "herança maldita" em prováveis restrições apontadas pelo TCE, segundo o deputado Carlos Gaban, uma coisa absurda, que não combina sequer com a própria imagem de Álvaro Gomes. "Querer imputar desmandos do governo, em 2007, de sua restrita responsabilidade, ao passado, não tem o menor cabimento", situou Gaban.

  A base aliada espera também aprovar em plenário nesta terça-feira, 15, duas matérias que se encontram na pauta em regime de urgência: o Projeto de Lei que institui medidas de estímulo à renegociação de dívidas oriundas PRONAF; e o Projeto de Lei que prorroga o prazo de vigência do Fundo Estadual de Combate a Erradicação da Pobreza.

  O depuutado Waldenor Pereira está confiante e precisará (caso de urgência) de 32 deputados da base para aprovar os projetos.

   VICE-EDMUNDO
 
   Em pronunciamento no plenário o deputado estadual Álvaro Gomes admitiu o convite feito por seu partido ao vice-governador Edmundo Pereira (PMDB). “Edmundo, optando pelo nosso partido, será bem vindo. Conhecemos sua história de luta e de esquerda”, afirmou Gomes.

   O parlamentar revelou ainda que existe a possibilidade de o deputado estadual Gilberto Brito (PR) também ingressar na legenda. “As portas estão abertas para Gilberto Brito é só assinar a ficha de filiação”, garantiu.

   CRITICAS 

   Já o deputado Getúlio Ubiratan (PMN) e base do governo criticou o não atendimento das demandas dos parlamentares por parte dos secretários estaduais, que, em sua avaliação, estariam priorizando obras que lhes beneficia eleitoralmente, sobretudo no Extremo-Sul.
 

   "Temos dificuldade de acesso a pedidos de nossa região. Enquanto estamos tomando tapa a torto e a direito defendendo o governo, alguns secretários estão utilizando a máquina pública para fazer política porque querem se eleger a deputado federal", criticou o parlamentar governista, numa referência, na avaliação de oposicionistas, ao secretário Rui Costa (Relações Institucionais).


   Ubiratan condenou ainda a solução encontrada pelo governador Jaques Wagner (PT) para atenuar a violência em Salvador, optando por deslocar as companhias independentes do interior do estado para fazer o policiamento na capital: "Descobre -se um santo para cobrir outro. No interior, a população está preocupada", disse, destacando que é no interior do estado são rotineiros assaltos a banco.