Política

WAGNER REVELA PRESSÕES DO PMDB A JOÃO E DIZ QUE PORTA ESTÁ ABERTA

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| 20/08/2009 às 18:29
Wagner diz que está aliviado porque não tem um remador remando contra
Foto: BJÁ
  Em encontro com jornalistas após a solenidade da posse dos novos secretários da Indústria e Comércio, James Correia, e Infraestrutura, João Leão, o governador Jaques Wagner (PT) confirmou nesse início de noite de quinta-feira, 20, que houve imposições do PMDB ao prefeito João Henrique (PMDB) e que deu satisfação conversar com o chefe do executivo municipal de Salvador.

  Além disso, já citado em seu discurso , comentou que está com a porta aberta para recebê-lo. 

  Wagner disse que faz política com despreendimento dentro de um projeto de transformação da Bahia e quem estiver disposto a abraçar esse referencial não há problemas. O governador comentou, ainda, que não será indutor de qualquer natureza para que o prefeito tome uma posição, porque esse tipo de movimento não faz parte de sua personalidade política, e caberá tão somente ao prefeito decidir. Mas, deixou claro que o prefeito manifestou pressoões contra ele por parte do PMDB.

  Sem citar uma vez sequer o nome do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, em seu pronunciamento na posse dos secretários o governador fez referências e analogias a decisão do PMDB em abandonar o projeto do seu governo, o qual, considera o do presidente Lula e da ministra Dilma e situou que se sentia aliviado.

  "Política é o culto à vida. Estou mais leve e vou remar mais ainda. Mas, sem alguém dentro do barco remando contra", comentou Wagner sempre fazendo referências a lealdade e a gratidão. no seu entendimento, atributos que faltaram ao PMDB.
 
  "Lealdade e gratidão a gente aprende dentro de casa. Estou até preparado para enfrentar outros problemas. Mas, asseguro que, hoje, estou mais tranquilo porque não tem mais alguém remando contra".

  PP SÓCIO DO PROJETO

  O governador comentou que o PP está participando do governo como sócio de um projeto que se iniciou em janeiro de 2007 e que manterá a lealdade aqueles que "comeram poeira e sal na caminhada inicial" e os novos que estão chegando. "O PP chega com esse protagonismo para ajudar na construção desse projeto", citou elogiando a ação política do secretário das Relações Institucuonais, Rui Costa.

  Wagner disse que sofria com a ingratidão e a falta de lealdade de alguns, mas, continua firme naquilo que deseja construir para a Bahia. "Tivemos um saldo positivo nesse episódio (rompimento com o PMDB), que não queríamos, mas, continuamos na mesma batida seguros onde queremos chegar".

  O chefe do Executivo baiano destacou que sua forma de agir política e pessoal é com "afeto e respeito" mas também sabe reagiar, quando agredido, com as "ferramentas necessárias". Há, segundo o governador, um projeto em curso de mudança na forma de fazer política na Bahia, não perceptível por uns poucos. 

  Em seguida, citou algumas realizações do seu governo nas áreas de habitação, regularização fundiária, projeto Água para Todos, Topa e espinafrou o governo anterior por ter deixado a Bahia sem projetos de planejamento e com uma situação social lamentável, a qual, classificou de "drama social".

  INCOMPREENSÃO

  Sem citar o PMDB, porém, com recado nas entrelinhas, disse o seguinte: "Me dói a incompreensão". O governador entente que antigos aliados "não eram o que são" antes e depois de participarem do seu governo. Wagner situou, por fim, que mantém a mesma lealdade e correção com o povo da Bahia e que o tempo do chicote e do dinheiro já passou e ninguém quer mais de volta.

  Wagner comentou o diálogo que teve com o presidente Lula logo após a entrega das cartas dos secretários do PMDD e ouviu de Lula palavras de incentivo e compreensão.