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Reunião realizada em frente a Assembleia Legislativa revela divisão do movimento na PM
Foto: BJÁ
As associações de policiais da PM, divididas, tentaram se organizar numa improvisada reunião/assembleia em frente à Assembleia Legislativa, sob a liderança do deputado capitão Tadeu (PSB) e marcaram para o próximo sábado, 22, um novo encontro para repor o movimento "Polícia Leal" nas ruas e na midia, sensibilizando o governo para atender a principal reivindicação da categoria, o reajuste de salários.
No plenário da ALBA, em pronunciamento acompanhado por policiais militares no saguão e nas galerias, o capitão Tadeu disse que há 12 anos foi aprovado o GAP (auxílio acidente à categoria e direito de praças com nível superior se aposentarem com a patente de oficiais) no governo Paulo Souto, "mas, nem Souto, nem César Borges, nem o atual governador Wagner cumpriram a lei".
Tadeu situou, ainda, que "há dois anos adverti neste tribuna ao atual governo para o problema, gerador da greve de 2001, porém, não fui ouvido. Daí que vamos novamente fazer um festival de pizza revelando a insatisfação da categoria com este governo", frisou o deputado destacando que "militar também é cidadão com direitos preservados pela Constituição".
O deputado criticou diretamente o governador Wager citando a frase do chefe do Executivo dando conta de que militares não podem fazer greve e têm código de conduta própria, regido por normas militares rígidas, "mas é um cidadão que tem deveres e direitos como outro qualquer regidos pela Constituição"
Tadeu destacou que, quem decide pelo Movimento Polícia Legal é a tropa em assembleia, cobrou respeito aos policiais por parte do governo, exigiu um plano de cargos e salários "como o governo está oferecendo a outras categorias" e disse que falava de coração aberto "mesmo que custe o meu mandato de deputado. Não faço motim. Luto pela dignidade da PM e seus quadros funcionais".
Depois do pronunciamento policiais cantaram um "parabéns pra você pelos 12 anos do GAP" e distribuiram duas ou três pizzas em pedaços espetados em palitos.
REUNIÃO
Na reunião em frente à Assembleia o diretor de comunicação da APPM, Albino Apolinário, situou que o Movimento Policia Legal continua em discussões na SAEB e criticou a postura do capitão Tadeu, o qual, segundo Apolinário, fala sempre na primeira pessoa (eu, eu, de forma política) e não por nós (a categoria).
Apolinário sitou que o movimento da PM está sem um Norte, dividido, e criticou o espancamento de um oficial da PM no Carnaval e o modus operandi da prisão do ex-comandante geral, coronel José Santana.
Depois falaram os sargentos Alceu e vereador sargento de Feira de Santana Joel. Ambos pregaram a unidade dos grupos. Segundo Joel, "sem unidade não vamos chegar a lugar algum".
No final deste encontro, apesar da contestação de Apolinário, decidiu-se apoiar a proposta de Tadeu pela unidade e retomada do movimento, sábado, 22, em Assembleia.