Política

DEPUTADO GABAN DIZ QUE SECRETÁRIO MARTINS NÃO FALOU VERDADE NA ALBA

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| 28/07/2009 às 22:06

Para o deputado estadual Carlos Gaban (DEM), a decisão do governo de reter, em dezembro, R$30 milhões dos R$130 milhões que seriam destinados ao Instituto Pedro Ribeiro de Administração Judiciária (Ipraj) é a comprovação de que o secretário da Fazenda, Carlos Martins, mentiu sobre a situação financeira do estado naquela época.

"Ele dizia naquela ocasião que o estado tinha R$1 bilhão em caixa, enquanto a gente dizia que, na realidade, o governo tinha déficit, o que ficou confirmado depois no relatório do conselheiro Pedro Lino, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que rejeitou as contas do Executivo", lembrou Gaban.

Como havia denunciado o democrata na Comissão de Finanças e Orçamento da Assembléia, Pedro Lino reafirmou em parecer que o estado apresentou, no final de 2008, um déficit de R$370 milhões, e não uma suficiência de caixa no valor de R$1 bilhão, conforme alardeava o secretário da Fazenda.

"Essa retenção de R$30 milhões do Judiciário, no final do ano passado, mostra que o problema era e é ainda mais grave. É mais uma prova do que tenho dito há muito tempo: o governo da Bahia não se preparou para a crise, não trabalhou para aumentar sua arrecadação. Tanto que tem a pior arrecadação de ICMS do Nordeste e a segunda pior do Brasil".

SEM AUMENTAR
ARRECADAÇÃO

Gaban afirmou que, enquanto os outros estados estão conseguindo sair da crise e já consideram que o país não está mais em recessão, a Bahia segue mergulhada na "desordem financeira", já que não consegue aumentar a arrecadação. "Esse governo se preocupou mais em aparelhar politicamente a Secretaria da Fazenda e em fazer política eleitoral gastando uma fortuna em publicidade do que em cuidar das finanças do estado.

O resultado é esse aí. Estamos quase ultrapassando o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). E se isso acontecer a situação piora", ressaltou o deputado.

Ele afirmou ainda que o governo erra ao falar em empréstimo para honrar devidas. "O governo deveria era pegar empréstimo para fazer a economia girar, ou seja, para fazer novos investimentos. Seria uma atitude muito mais inteligente. O governo deveria ter se organizado para honrar suas dívidas com ações que provocassem o aumento da arrecadação".