Recentemente, Wagner foi alvo de críticas diversas ao afirmar publicamente seu desgosto com relação à postura dos que procuram o governo em busca de algum apoio e, ao mesmo tempo, disparam julgamentos ferozes sobre a sua conduta à frente do Palácio de Ondina.
"Quando o governador diz que alguns entram no Gabinete, pedem coisas, fazem elogios e, quando fecham a porta, saem fazendo críticas, esse comportamento é incompatível com boas relações políticas e com a consolidação do processo democrático. Isso faz parte de um outro momento da historia da política brasileira e baiana, onde as relações não eram de parceria, mas de subordinação, então o sujeito bajulava o chefe para ter beneficies", pontuou Almeida.
MUITO A FAZER
Para Daniel, o projeto político que tem Wagner à frente tem muito o que fazer para superar a herança dos governos carlistas e apenas dois anos e meio de governo.
A polêmica surgiu depois que Wagner adotou um comportamento até então alheio à sua postura costumeira ao responder, no mesmo tom, àqueles que insistem em alfinetar a sua administração. O discurso, proferido quando da entrega de ambulâncias no estacionamento da Secretaria Estadual de Saúde no último dia 8 e, no dia seguinte, na abertura da Conferência Estadual de Segurança Pública, repercutiu em alguns setores da imprensa como atípico.
"A virtude desse posicionamento do governador é revelar a franqueza na manifestação de suas opiniões. Esse é o elemento diferenciador desse modelo de fazer política que a Bahia está vivendo", opina o deputado baiano. "No passado, o dirigente de plantão não manifestava opinião; dava ordens e os outros obedeciam. Na democracia, o governante expressa sua opinião e as pessoas fazem análise daquilo que foi dito, manifestando concordância ou não", completou.