Política

VEREADORA OLÍVIA DIZ QUE EDUCAÇÃO NÃO É NEGOCIATA PARA AS EMPRESAS

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| 25/03/2009 às 18:17

Na sessão que marcou o retorno da realização das Tribunas Populares nas sessões ordinárias das segundas-feiras, a diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), Elza Melo, compareceu à Câmara Municipal de Salvador para pedir uma atenção maior da Prefeitura à educação.

A a representante dos docentes cobrou o pagamento dos salários atrasados dos funcionários terceirizados responsáveis pela limpeza, manutenção e merenda dos colégios municipais. A segurança dentro e fora das unidades de ensino e a falta de materiais didáticos e equipamentos também foram tratados pela sindicalista.


Elza Melo explica que a falta de profissionais de limpeza, manutenção e merenda em diversos colégios municipais tem inviabilizado o início das aulas, previsto para o dia 9 de fevereiro. "Em diversas unidades não está havendo aula. Em algumas escolas, as aulas começaram precariamente, ao ponto de os diretores irem para a cozinha fazer a merenda, os professores varrem as salas de aula e há vaquinha para pagar o transporte de quem não tem como pagar", denunciou. Ela acrescenta ainda que falta material didático nos colégios, problema corriqueiramente "resolvido" com a aquisição do material pelos próprios professores.


Responsabilidade -


Segundo Elza, o APLB buscou solucionar a questão por diversas vezes com a Secretaria Municipal de Educação: "Eles se eximem da culpa e dizem que o pagamento é um problema da Secretaria da Fazenda, que por sua vez diz que repassa, mas as terceirizadas não pagam os funcionários". Para solucionar o problema, a representante dos professores acredita que o correto é realizar concursos públicos, o que, segundo ela, reduziria o gasto da prefeitura com a folha salarial dos professores e acabaria com o problema dos atrasos nos pagamentos.


A sindicalista condenou ainda o aspecto das condições de trabalho: "Há uma exaustão dos professores que gera uma série de doenças devido ao alto desgaste físico e psicológico de jornadas triplas de trabalho". Ela apresentou como proposta para melhorar a qualidade de vida dos professores um reajuste na remuneração, argumentando que muitos precisam ter até três empregos para sustentar a família. O problema da segurança pública também foi verificado como um agravante no desgaste psicológico dos professores, que temem ser ou ter alunos vítimas da violência dentro e fora dos colégios.


Repercussão


A vereadora Olívia Santana (PCdoB), ex-secretária municipal da Educação, defendeu também a realização de concursos públicos para dar uma solução definitiva à questão do funcionalismo ligado à área. "Educação não é uma negociata para enriquecer algumas poucas empresas", disse, referindo-se às empresas que terceirizam profissionais para educação.

Olívia entende que o investimento nos servidores e na infra-estrutura dos colégios é essencial para evitar a falência do sistema educacional: "A conseqüência de tudo isso é um aumento da violência. Precisamos investir na educação".


O líder do PMDB na Câmara, vereador Pedrinho Pepê, verifica que das cinco empresas que terceirizam funcionários para a educação, apenas a Prisma não tem pago os trabalhadores em dia. O vereador Sidelvan Nóbrega (PRB) endossa, solicitando ao prefeito João Henrique (PMDB) uma postura contra a Prisma: "Eles não têm respeito com os funcionários. João Henrique não pode deixar que essa empresa continue a fazer o que faz com os trabalhadores".


Os vereadores Orlando Palhinha (PSB) e Téo Senna (PTC) destacaram o trabalho realizado pelo secretário de Educação, Carlos Soares, de fortalecimento do ensino público na cidade, simbolizado pelas recentes inaugurações de novas unidades de ensino nos bairros periféricos da cidade.

 

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