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Walter Pinheiro, camisa azul, deve assumir uma secretaria de Estado, hoje
Foto: Foto: BJá
O deputado federal Walter Pinheiro (PT) cotado para ser secretário de Estado no governo Wagner, anúncio que poderá ser feito nesta sexta-feira, 13, afirmou durante entrevista na Rádio Nova Salvador FM, hoje, que sua presença na administração estadual não significa qualquer tipo de compensação diante da perda das eleições para prefeito de Salvador.
Entende que, no caso de Salvador houve ganhos expressivos com sua candidatura, saindo de 2% para quase 40% do eleitorado, e sua participação no governo está relacionada com a palavra gestão, colocando toda sua experiência para melhorar, ainda mais, o desempenho estatal.
Sem citar qual a pasta que assumirá, se Planejamento e/ou Casa Civil (ou até uma terceira), Pinheiro pontua que sua missão terá um misto de adminstração, planejamento e política na medida em que fará essas interfaces, inclusive com as bancadas na Câmara Federal e na Assembléia Legislativa.
- Vou colocar toda minha experiência a serviço do Estado, na Bahia e em Brasília, onde tenho boas relações com vários Ministérios, comentou Pinheiro elogiando os trabalhos de Ronald Lobato, no Planejamento, sobretudo na formução do PPA, e de Eva Chaivon, na Casa Civil.
POLÍTICIA
Sobre o segundo mandato do prefeito João Henrique e sua administração à frente da Prefeitura do Salvador, Pinheiro destaca que se trata de um gestor de "idas e vindas que está sempre a transferir responsabilidades para outros, como aconteceram com os casos do Carnaval e do Metrô".
Para Pinheiro, o que está acontecendo em Salvador é descaso, "com a população se manifestando contra o abandono dos postos de saúde" (se referia ao protesto no bairro do Rio Sena, ontem) e a falta de compromissos com a cidade.
"As obras do Metrô seriam concluidas - isso segundo o próprio prefeito em campanha - em dezembro, depois passou para julho e agora ele foi informdo que será em outubro próximo", criticou.
O deputado não vê riscos num provável rompimento entre o PMDB e PT, na Bahia, admitindo que o regulador dessa agenda será o plano nacional. "O PMDB deve continuar conosco, já está na chapa majoritária, e tem que ser generoso. Agora, a cabeça da chapa já está reservada para o governador Wagner" admite entendendo que esse processo é o natural.
Na concepção de Pinheiro, a situação nacional vai determinar o contexto regional na aliança PT e PMDB. Esse prefere não situar Geddel Vieira Lima fora desse contexto partidário como uma provável candidatura a governador.