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Geddel, ao lado de Afrísio, deixa claro que entre candidaturas nacional e local, fica com Bahia
Foto: Foto: BJá
O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, nesta segunda-feira durante o lançamento do jornal "É o 15" definiu com uma frase a sua posição visando o ano eleitoral 2010 e suas prováveis tendências como candidato a governador da Bahia, vice-presidente da República e/ou presidente da República: - A minha Pátria é a Bahia.
Com isso, pelo menos para quem entende do riscado político, Geddel deixa claro que dará prioridade a sua candidatura a governador, mesmo que o PMDB, seu partido, em instância nacional o convoque para uma disputa nacional. Não seria o "Dilmo" para disputar uma candidatura a presidente; nem o "Dilmo" da Dilma, para ser candidato a vice-presidente.
- Todos os meus enfoques estão direcionados à Bahia, situa Geddel destacando que discutirá mais diretamente 2010 quando 2010 chegar. "E aí, não tenham dúvida, e como sempre fiz de maneira direta emitirei minha opinião" concluiu esse primeiro trecho da conversa com a imprensa no Barbacoa, bem humorado e feliz com o andamento das obras de requalificação e transposição das Águas do Rio São Francisco, canteiros que empregam 2.000 trabalhadores.
Ainda em março (a discussão com a equipe de agenda do presidente está em curso) o presidente da República, Lula da Silva, virá a região para uma visita de 3 dias exatamente para conhecer a execução do projeto e a sua dimensão. Segundo o ministro, a visita só não aconteceu em fevereiro porque Sobradinho está com um volume d'água com 60% de capacidade da reserva e não permitiria que o presidente visse toda a extensão do projeto.
SEM CARAPUÇA
O lançamento do "É o 15" reuniu o diretório estadual do PMDB, sob o comando de Lúcio Vieira Lima, com as presenças do ministro Geddel; do vice-governador Edmundo Pereira; do prefeito da capital, João Henrique; presidente da UPB, Roberto Maia; presidente da Câmara de Vereadores, Alan Sanches; deputados federais e estaduais, prefeitos, vereadores e lideranças regionais.
O ministro Geddel comentou com a imprensa sobre vários temas locais e nacionais. Sobre as declarações do governador Jaques Wagner situando que o PMDB teria "traido" a base governista ao não votar no deputado Marcelo Nilo à re-eleição na presidência da ALBA, destacou que a posição do partido foi claríssima, "de que não votaria no deputado Marcelo Nilo" daí que a carapuça de "traidor" não atinge o partido.
Geddel destacou, ainda, que aliança entre partidos em determinado momento político não significa fusão. Daí que, por essa ótica, cada qual tem sua diretriz partidária e pontos-de-vista, entendendo-se, também, de que uma aliança pode seguir em frente e/ou ser rompida.
No entendimento de Geddel não há motivos para sobressaltos nem especulações, embora eles existam. Em seguida, o ministro citou Zeca Pagodinho e seu famoso samba "Deixa a Vida me Leva" exatamente parafraseando as estrofes contidas nesta canção.
SOBRE "É O 15"
O jornal "É O 15" tem 8 páginas, modelo tablóide, 50.000 exemplares, e será distribuido em toda Bahia. Geddel não vê o jornal como uma peça de campanha promocional sua já visando 2010, mas, como um veículo colocado ao público para o livre debate, com o cuidado de "não ser panfletário".