A preocupação com o ensino da história do município e seus aspectos culturais deu o tom da abertura da 20ª Jornada Pedagógica e 5ª Participativa, na última terça-feira, na Escola 2 de Julho, em Lauro de Freitas.
O encontro, que reuniu mais de 1800 profissionais da educação, culminou com o lançamento do livro "História de Lauro de Freitas: antiga freguesia de Santo Amaro de Ipitanga" e a palestra do coordenador dos cursos de pós graduação da Uneb, Elizeu Clementino de Souza.
A prefeita Moema Gramacho parabenizou a iniciativa do livro e defendeu a importância de fortalecer a cultura local dentro das escolas. "Nossa cidade possui uma história rica e não podemos deixar isso de fora dos livros. Vamos eternizar e deixar os legados para as próximas gerações".
Moema, que lembrou feitos de sua primeira gestão, afirmou que a educação vai evoluir mais neste segundo mandato. "Uma de nossas prioridades é colocar a Escola de Cadetes Mirins para funcionar no regime de tempo integral", disse. A prefeita também agradou a Associação de Professores ao defender a aplicação no município do piso salarial nacional, de acordo com a lei 11.738.
Para o secretário municipal de Educação Paulo Aquino Pires, a Jornada Pedagógica só trará resultados se o profissional de educação tiver comprometimento com a qualidade do ensino. "É preciso que os professores, coordenadores e diretores tenham este compromisso, busquem a qualificação continuada e melhorem cada vez mais a educação de nossa cidade". Aquino também destacou a importância do "local" no ensino. "É no local e suas especificidades que nosso alunado vive. Trazer isso para as escolas reforça a identidade e autoestima de nossos cidadãos".
A Jornada Pedagógica foi realizada nos três turnos, com palestras e debates. A fase participativa dos debates, quando são incluídos no processo pais e alunos, tem início nessa quarta-feira, em todas as escolas municipais e será encerrada na sexta-feira (6).
Livro História de Lauro de Freitas - O livro lançado na abertura da Jornada Pedagógica é de autoria dos professores e historiadores Gildásio Freitas e Emanuel Paranhos. "Lauro de Freitas precisa ter esta história, que vem para reforçar sua cultura e principalmente a literatura", garantiu Gildásio.