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Bloco das mulheres da oposição: Vânia, Marta, Aladilce e Olívia Santana
Foto: Foto:AF
A nova líder da bancada de oposição, na Câmara de Salvador, vereadora Aladilce Souza (PCdoB), e todos os integrantes da bancada oposicionista teceram críticas à mensagem lida em plenário pelo prefeito João Henrique Carneiro (PMDB) durante a abertura dos trabalhos da nova legislatura, na manhã dessa segunda-feira, 2 de fevereiro.
Segundo Aladilce, "esperava-se do prefeito informações contundentes sobre o que pretende realizar na cidade em sua nova gestão. O que vimos, no entanto, foi um discurso repetitivo, mencionando 'quebra de paradigmas', sem explicitar quais os paradigmas que estariam sendo quebrados".
Para a vereadora Olívia Santana (PCdoB), o discurso do prefeito foi "marcado pela inconsistência, sem esboçar quais serão as grandes linhas de ação do governo". O que de fato pretende para a cidade, segundo ela, "permaneceu como um enigma". Na mensagem do Executivo, acrescentou, "o que vimos foi uma espécie de 'café requentado' dos seus discursos anteriores".
Eleita para a segunda secretaria da Mesa Diretora, Vânia Galvão (PT) disse que o prefeito "fez um discurso sem consistência, raivoso até, em algumas passagens, com ênfase em determinadas questões nas quais se percebia apenas a busca da afirmação de uma liderança". Ela considerou que "as críticas subliminares ao governo estadual serviram apenas para encobrir a ausência de propostas das políticas públicas com que pretende atuar na cidade".
FRASES DE EFEITO
Para a líder do PT na Câmara, Marta Rodrigues, na mensagem lida pelo prefeito "percebeu-se apenas frases de efeito com ênfase em velhos chavões, principalmente nas alusões pretensamente críticas ao Governo Wagner". Marta Rodrigues disse lamentar que o prefeito tenha "mencionado dados errados como o de que Salvador estará comemorando 467 anos de fundação, em lugar dos 460 anos, e o recurso à velha estratégia de montagem de clack na galeria para assegurar sua suposta popularidade". Mas, ressaltou a vereadora, João Henrique "nada disse sobre o Plano Plurianual (PPA) e sequer mencionou, até para validar, seus compromissos de campanha".
Gilmar Santiago (PT) criticou a mensagem do Executivo pela "ausência de conteúdo programático". Disse que o prefeito abusou da retórica sobre a violência crescente na cidade e os reflexos da crise internacional sobre a economia municipal, mas sem apresentação adequada às questões da Educação e da Saúde". A ênfase maior do prefeito, ainda segundo o petista, "girou em torno da sua votação no subúrbio", repetidamente mencionada por João Henrique. Para Santiago, é "preocupante o fato de o prefeito não apresentar o conteúdo das diretrizes da sua gestão".
Para Henrique Carballal (PT), a mensagem, "cheia de recorrências à violência e à crise, foi insuficiente para tranquilizar a cidade no sentido de como a Prefeitura vai enfrentar a crise financeira internacional, no momento em que Salvador volta a ostentar o título de 'campeã nacional do desemprego'.
Segundo Carballal, "o que vimos foi o prefeito atacar efusivamente o seu mais recente aliado, o Partido Democrata (Dem), ao criticar a 'subserviência' de administrações passadas ao governo do estado, mas sem acenar com nada de concreto para o seu segundo mandato". Ele destacou, ainda, como um "equívoco político" a postura do prefeito de seguir na "contramão da articulação com o governo estadual, indiferente à importâqncia da necessidade dessa parceria para o desenvolvimento da cidade"