Mais uma vez o vereador em fim de mandato, Virgílio Pacheco, utiliza a imprensa para divulgar inverdades, pratica essa inclusive que já lhe rendeu uma ação de indenização por danos morais - processo 2337273-2/2008 - em curso na 10ª Vara Cível desta Comarca de Salvador.
Nos números enviados pelo sexagenário edil, na reunião de 22/12, estiveram presentes 19 membros da Executiva, o que é falso, pois apenas 16 tiveram o privilegio do voto, sendo que apenas 13 votaram A FAVOR do parecer do Conselho de Ética (Antonio Carlos Mota; Edson Nunes, Liberato, Francisco Rebelo, Francisco Vanderlei, Francisco Xavier, Ivanilton Rocha, João Damaceno, José Ângelo, Juvêncio Ruy, Luis Antonio, Sara Velame, Walter Cabral), 02 votaram CONTRA (Ver. Joceval Rodrigues e Leonardo Dias) e uma única ABSTENÇÃO que foi de Steven Ramos, o que somariam assim o total DEZESSEIS votantes e não 19 como supostamente foi informado à imprensa (vide relação completa dos membros do Diretório e seus respectivos votos).
Vale ser ressaltado que absurdamente foram suspensos o direito de voto dos dirigentes: Cláudio Fidel, Profª Dora, Nivanil Godoy e Tiago Martins, numa inequívoca prova da `armação´ que havia sido tramada com o objetivo já conhecido por todos. Outro fator surpreendente e interessante foi que o relatório lido consta como sendo o julgamento de todos os cinco membros acusados, razão inclusive não ter sido permitido o acréscimo dos votos de Claudio Fidel, Nivanil Godoy e Tiago Martins por serem partes interessadas, mas sendo cinicamente computado o voto de Francisco Xavier que se constituiu no acusador de dirigente Fidel, cristalizando-se assim a PARCIALIDADE de tal julgamento, o que é lamentável.
Por sua vez, merece ainda ser ressaltado que dita sessão, que já se iniciou viciada, foi bruscamente interrompida após grande tumulto e ofensas verbais. As ofensas foram iniciadas ainda na sustentação oral do vice-presidente, Tiago Martins que foi repentinamente agredido pelo filiado Miguel Kertzman que o chamou de cínico, e foi retrucado, "cínico é quem atacou o prefeito durante as eleições e agora vai pedir emprego a ele", complementando com a amostra de fotos de Kertzman ostentando a estrela do PT no peito.
Nesse momento, Profª Dora solicitou à mesa que incluísse na Ata a agressão feita por Kertzman, o que parece não ter sido feito. Ainda em sua defesa oral, Martins devolveu para os presidentes George Gurgel e Virgílio Pacheco a acusação de ter cometido atos antidemocráticos, enfatizando que "o maior ato ditatorial que já foi realizado nesse partido, o foi pelos presidentes estadual e municipal, quando assinaram a suspensão imediata dos direitos dos filiados enviados ao Conselho de Ética, o que é uma afronta a democracia, ato esse digno dos anos mais cruéis da ditadura militar".
Já o Profº Hilbert chamou atenção em sua defesa sobre a postura do vereador Virgílio Pacheco no evento do Golden Park, chegando a afirmar que Pacheco seria o grande responsável pelo incidente gerado naquele dia, por ter conduzido de forma truculenta o evento e, que o mesmo teria mandado ele se calar.
Durante a votação mais agressões e tumultos, com a suspensão do direito de voto da Profª Dora, que mesmo argüindo que era membro efetivo do diretório e teria direito a votar, foi injustificadamente ignorada pela mesa que era composta por Virgílio Pacheco (Presidente), Antônio Carlos Mota (Secretario).
A insatisfação foi generalizada quando a mesa anunciou que os acusados não votariam, mas os autores das denuncias teriam garantido o direito a voto, "isso é outra manobra dessa gestão para conseguir seus objetivos", afirmou Profª Dora. "Eu não posso votar, mas Chico Rebelo que me colocou no conselho de Ética pode? Ambas as partes não deveriam votar!" questionava Cláudio Fidel.
Outro fato polêmico que foi relatado, foi a composição do Conselho de Ética Municipal, pois foi alegado que o Dr. Carlos Martinez (Presidente) é advogado pessoal de Virgilio Pacheco (Processos: 1864827-7/2008 e 1808280-4/2008) , o Sr. Rui Mota é irmão do Secretario Municipal, Antonio Carlos Mota e o relator do processo o Sr. Lauro Gurgel é irmão do Presidente Regional, George Gurgel.
"Acho que eles, a bem da lisura e legalidade de procedimentos deveriam se declarar impedidos, até mesmo porque o Conselho é de Ética, e não de satisfação familiar", declarou Martins que informou não estar à vontade sabendo da relação familiar que envolve a formação do Conselho.
O clima pesou para Leonardo e Joveval que foram agredidos verbalmente por terem votado contra o relatório, o que gerou uma grande confusão. A mesa bem que tentou impor um recesso de 15 minutos, mas a confusão foi generalizada e não se conseguiu mais retornar a reunião. "Se Joceval, único representante legal do partido a tomar posse no próximo de 1º de Janeiro, já era perseguido e desprestigiado no PPS, agora as coisas devem piorar para ele", lamentava Tiago Martins.
Vê-se assim de forma cristalina a inverdade publicada na imprensa de autoria do decadente edil V Pacheco, em fim de mandato, pois mesmo tendo conseguido açambarcar insuficientes 13 votos, NÃO ALCANÇOU A MAIORIA ABSOLUTA de todo diretório (27 membros), para lograr êxito na sua infeliz tentativa, pois é assim que o Código de Ética e Disciplina do PPS prevê o quorum mínimo para decidir a expulsão de qualquer filiado.
Mais tarde (Umas 23h30) membros do diretório municipal (Tiago Martins e Maria Auxiliadora) foram vistos em um restaurante na Marina da Contorno (Soho) e o assunto era sobre as pressões e perseguições que Joceval estaria sofrendo dentro do partido e, que Pacheco mesmo tendo conseguido treze votos, não conseguiu expulsar seus adversários, "eles pareciam vice em torneio de futebol, que ganham o jogo, mas perde o campeonato pelo saldo de gols" ironizou o dirigente.
Segue a lista dos 27 Titulares do Diretório Municipal e seus respectivos votos:
Membros Efetivos do Diretório Municipal do PPS que estiveram presentes:
AUSENTES: