Apesar da imprecisão e defasagem dos dados e estatísticas oficiais sobre a matéria, fica visível o aumento da criminalidade, atingindo até as cidades do interior, antes consideradas pacatas.
"Todo este triste quadro bem retrata a falência de um sistema por inteiro, que serve de radiografia do círculo vicioso que cada dia adquire novos e mais graves contornos de norte a sul do País", comentou Marcelo.
Um fator importante é a falta de registros oficiais, ou seja, a não prestação de queixa à polícia que impede a definição de números da violência, dificultando o trabalho das autoridades de segurança no que diz respeito à identificação de onde e como os crimes acontecem.
O custo da violência no Brasil é muito elevado, além das milhares de vidas ceifadas e famílias destroçadas, temos o custo com os bens e serviços públicos e privados gastos no tratamento dos efeitos da criminalidade e na sua prevenção; no sistema de justiça criminal; no encarceramento de criminosos e nos serviços médicos. Sociais e de proteção das residências.
A solução do problema, na visão dos especialistas, se apresenta de maneira bastante complexa, existindo um leque de sugestões das mais variadas e antagônicas formas possíveis. Só na Câmara dos Deputados, por exemplo, tramitam, atualmente, 1.237 proposições sob o tema "segurança pública".
Para o deputado Marcelo, "Não só as autoridades são responsáveis por esse caótico quadro que nos encontramos. Nós, cidadãos, também já nos acostumamos a banalizar ações que deveriam ser combatidas e repudiadas. Temos que nos lançar numa cruzada para reverter essa situação".