Política

POLICIAIS DA BAHIA SINALIZAM GREVE SE GOVERNO NÃO ABRIR NEGOCIAÇÃO

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| 22/10/2008 às 17:01
Tempo quente na audiência pública com policiais, hoje, na Assembléia (Foto/Paulo Mocofaya)
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   Audiência pública realizada na Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembléia Legislativa nesta quarta-feira, 22, sob a presidência interina do deputado capitão Tadeu (PSB), representantes das Polícia Civil e Militar se posicionaram com possibilidades de organizarem um movimento paredista no próximo mês.

   Os cerca de 40 policiais levaram à ALBA a "pauta emergencial" da categoria, com 11 tópicos de reivindicações, além de melhorias salariais e condições de trabalho, querem à assistência às famílias de policiais vitimados, com celeridade da concessão do benefício e que ele não seja interrompido, a eliminação do desvio de funções dos policiais civis, a criação de conjuntos habitacionais para as categorias, alteração do decreto 8.302, de 4 de setembro de 2002, para acrescentar um representante de cada entidade por categoria profissional na comissão permanente de apoio às famílias, e a nomeação imediata de candidatos habilitados nos cursos de formação.

  O presidente do Sindipoc, Carlos Lima, afirmou na sessão que "os policiais estão com medo de trabalhar" e que vem tentando sem sucesso uma abertura de negociações com o governo do Estado. Em seguida disparou: "Nós não estamos incitando a greve, mas se o governo não dialogar será difícil evitar. E caso aconteça será uma das piores greves acontecidas no Estado", frisou.

  O presidente do Sindicato dos Oficiais da PM, major Sílvio Correio, ressaltou que, pelo seu caráter, os policiais militares são proibidos de decretar greve. "O que há é um levante, uma  inversão da ordem". Já o sargento Dias, da Aspol, disse na comissão que o atual governo prometeu reintegrar demitidos e anistiar os processados por participarem da greve de 2001, mas não cumpriu a promessa. 

  CAMINHADA NO
  CENTRO DIA 7/11

  Durante o encontro com a Comissão foi aprovada a realização de uma caminhada no centro da cidade do Salvador, no próximo dia 7, com o objetivo de chamar a atenção da opinião pública da situação em que se encontram os profissionais de segurança.
 
   A comissão de policiais vai solicitar também audiências a presidente do TJ, desembargadora Silvia Zarif, e ao procurador geral de Justiça, MP, Lidivaldo Brito.

   Para o presidente efetivo da comissão de Segujrança da ALBA, deputado Fernando Torres (PRTB), a segurança pública no Estado não melhora porque o governo não tem projeto integrado na segurança pública. Torres defendeu o movimento paredista.

  Já o líder do DEM, deputado Heraldo Rocha, disse que os policiais devem esgotar todos as possibilidades de negociações com o governo. Lembrou, ainda, com informações do lider do bloco da oposição, Gildásio Penedo, que, a despeito do governo ter um superavit de R$2 bilhões em caixa, a parcela progressiva de investimentos na segurança só tem caído.