Política

PINHEIRO RECEBE MANIFESTO DE APOIO DO CAMPO CULTURAL NO BARBACOA

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| 22/10/2008 às 19:24
Presidente do Conselho de Cultura, Albino Rubim, entrega documento (F/João Alvarez)
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Músicos, poetas, cineastas, fotógrafos, escritores, historiadores, produtores culturais marcaram presença no ato de apoio ao candidato a prefeito Walter Pinheiro, da coligação "Salvador - Bahia - Brasil" (PT, PSB, PC do B, PV), realizado hoje (dia 22) ao meio-dia, no restaurante Barbacoa, quando foi entregue ao candidato o "Manifesto de Apoio do Campo Cultural à Pinheiro e Lídice".
 
Depois de receber o documento, que foi assinado por mais de 300 pessoas, Pinheiro afirmou que é "impossível resolver os graves problemas de Salvador sem tratar do patrimônio cultural da cidade".


O petista garantiu que uma das medidas que tomará à frente da prefeitura de Salvador será a criação da Secretaria Municipal de Cultura. "Mas não faremos uma secretaria de fachada, pois a sua criação será acompanhada por um conjunto de ações e pelo compromisso de garantias orçamentárias", afirmou.
 
Pinheiro disse também que o "maior patrimônio de Salvador é a sua gente, o seu povo", que é dotado de alto poder criativo. E que as ações de cultura da sua gestão tomarão como referência exatamente as "formas criativas e ousadas dessa gente e para essa gente", observou.


DIMENSÃO
CULTURAL

"Este é o povo que consegue tirar mil tons de um instrumento que tem uma única corda, o berimbau", exemplificou. O candidato defendeu a política cultural com uma dimensão central no governo e, ao mesmo tempo, que ela seja transversal com as políticas das demais secretarias. Ele citou especificamente as interfaces da cultura com as políticas de educação, juventude, crianças, idosos e até segurança pública. "Para reduzir a insegurança e reforçar a convivência nos bairros precisamos de mais políticas e não, necessariamente, de mais polícia", defendeu.


Pinheiro explicou que a política cultural deverá orientar o olhar sobre as realidades locais, pois as pessoas devem ser tratadas "a partir dos seus ambientes". Mas que o olhar estará atento também para dimensões que transcendem o local. Cultura como vetor de desenvolvimento econômico, potencializado pela capacidade criativa do soteropolitano; e cultura como aliado das novas tecnologias e da educação para fazer de Salvador a "Cidade do Conhecimento" foram outras teses defendidas pelo candidato. Por fim, as pedras portuguesas das calçadas da Barra, que voltaram ao debate cultural de Salvador por meio de Caetano Veloso, entraram também na fala de Pinheiro.


"Repor cada pedra portuguesa da calçada de uma rua pode significar a reposição da força da nossa vida cultural", afirmou.


Organizado por intelectuais vinculados aos partidos da coligação, estiveram no ato cerca de 100 pessoas, dentre elas a diretora da Escola de Dança da UFBA, Dulce Aquino, o cineasta Edgard Navarro, a diretora de teatro Nehle Frank, o compositor Jorge Papapá, os cantores Gereba, Zelito Miranda e Fábio Paes, a fotógrafa Isabel Gouveia, os antropólogos Antonio Godi e Paulo Miguez, o presidente do Conselho Estadual de Cultura, Albino Rubim e o secretário de Cultura do estado, Márcio Meirelles.