A coligação de Pinheiro já teve ganho de causa em ação para retirada de adesivos da campanha do prefeito, colados em ônibus alternativos das linhas auxiliares que servem os bairros, o que é proibido pela legislação porque os transportes coletivos são uma concessão pública e, portanto não pode servir a interesses eleitorais. Mas o advogado Carlos Medrado, observa que cada denúncia desse tipo de irregularidade impõem uma ação nova. "Diariamente a gente recebe uma enorme quantidade de denúncias sobre o uso dos ônibus, mas como é preciso apresentar foto identificando a placa e o adesivo, na maioria dos casos é impossível registrar as duas coisas ao mesmo tempo, já que os carros estão em movimento", explica.
A assessoria já prepara também uma representação junto ao Ministério Público Eleitoral para que sejam adotadas as medidas criminais contra a coligação do prefeito, em razão da destruição propaganda de Pinheiro e da inscrição, por cima, da propaganda de João Henrique.
"Temos fotografias e filmagens que são provas suficientes, porque foram feitas quando as tintas ainda estavam frescas, o que facilita a visualizar a estrela do PT no fundo do coração amarelo recém-pintado", informou Carlos Medrado.
Diário oficial
O prefeito e o vereador eleito Alan Eduardo Sanches dos Santos foram acionados pela coligação de Pinheiro por utilização do Diário oficial do Município, no dia 10 de outubro de 2008, sexta-feira. O Diário Oficial editado pela Prefeitura Municipal de Salvador publicou matéria jornalística intitulada "A onda é verde e a maré é vermelha', afirma Alan Sanches", acompanhada de fotografia do candidato peemedebista e do vereador recém eleito.
De acordo com outro advogado da assessoria de Pinheiro, Vandilson Costa, a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), que tem previsão na Lei 9504/97 (Lei das Eleições), combinado com o artigo 22 da Lei complementar nº 64/90 (Lei das inelegibilidades), pode resultar na cassação do registro da candidatura peemedebista ou cassação do diploma, na hipótese de reeleição, além de ser aplicada multa e pena de inelegibilidade.
Lídice da Mata agradeceu o apoio e disparou críticas contra a chapa adversária. Disse que o prefeito "foi muito rápido para homenagear Geddel, fazendo uma obra na Avenida Centenário, onde mora a família do ministro".
Comparou que nesse segundo turno existem dois lados: um é o dos que lutaram pela democracia e entendem que o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) "entregou a cidade à grande especulação imobiliária"; e o outro é o que "juntou todo mundo que aprovou esse PDDU", que reparte a cidade, permitindo a construção de condomínios de luxo, com shopping center, escola, lojas e toda uma estrutura própria para ilhar a classe alta, separando-a dos que vivem nos bairros populares.
A candidata deu mais uma estocada afirmando que contra a aliança do candidato do PMDB com o grupo político dos ex-governadores Paulo Souto César Borges, que "invadiram a universidades e espancaram estudantes" e foram derrotados com a eleição do governador Jaques Wagner, tem a "a nossa cesta de lutas populares, na qual não poderia falta o PCB".