Política

PMDB DÁ TROCO A WAGNER E REÚINE GEDDEL, SOUTO E NETO NO COMÍCIO JOÃO

Vide
| 19/10/2008 às 09:25
Comício foi realizado em Periperi, Praça da Revolução (Foto/Fábio di Castro)
Foto:

  Um verdadeiro clima de festa de largo marcou o comício que coligação Força do Brasil em Salvador fez na noite do último sábado (18), na Praça da Revolução, em Periperi. Sob o som dos jingles da campanha da coligação, fogos de artifícios e gritos dos presentes, e ao lado de políticos de destaque no cenário nacional, os candidatos João Henrique e Edvaldo Brito, agradeceram aos moradores do subúrbio ferroviário a votação que obtiveram no primeiro turno da disputa pela prefeitura de Salvador.
 
  Mais de 48% da população da área apostou na reeleição do prefeito, fato destacado por João, que se comprometeu em continuar realizando obras que buscam melhorar a qualidade de vida e da infra-estrutura do local.


  O comício aconteceu logo após uma carreata que reuniu veículos que partiram do Largo dos Mares em direção à Periperi, percorrendo toda a Avenida Suburbana. Ao longo do trajeto, em carro aberto, João Henrique, Edvaldo Brito e o ministro Geddel Vieira Lima foram saudados por populares que se posicionaram nas calçadas, acenando e fazendo gestos de vitória. 
 

  João falou da sua confiança na população do subúrbio que vai continuar trabalhando para repetir o resultado das urnas no primeiro turno. "O que fez a diferença nas urnas foi o subúrbio. Sei que posso continuar contando com a força de vocês. Aqui, vamos aumentar a nossa votação", afirmou João.
 
  Acrescentou que sabe do seu compromisso e responsabilidade para com cada morador de Salvador, mas especialmente o do subúrbio ferroviário, área da cidade que reúne a maior parcela da população e que sempre foi tratada de forma diferenciada a dos bairros nobres.


  Para o candidato, foi justamente a grande votação que teve no subúrbio que levou seu adversário a "inventar mentiras, como a de que eu não quero a construção do hospital do subúrbio. Vocês sabem que venho tratando o subúrbio como trato as áreas ricas, justamente para tirar os moradores daqui do atraso em que sempre viveram", disse João, enumerando diversas melhorias levadas por sua administração para aquela área da cidade.


  De acordo com João, o hospital João Batista Caribe já não tem condições de atender a enorme população que habita o subúrbio. Mas ele cobrou outros benefícios do governo para a área, enfatizando a questão da segurança, informando que os médicos e servidores dos postos de saúde, assim como da educação, queixam-se da falta de segurança para realizarem seu trabalho com tranqüilidade. "É preciso mais policiamento e ação do governo do estado não só nesta área, mas em toda Salvador, para devolver a tranqüilidade à nossa gente", afirmou o candidato.


Unindo forças


João Henrique e Edvaldo Brito dividiram o palanque com políticos do porte do ministro Geddel Vieira Lima, da Integração Nacional, dos senadores João Durval e César Borges, do ex-governador Paulo Souto, do presidente do PMDB, Lúcio Vieira Lima, dos deputados federais Antônio Carlos Magalhães Neto, Marcos Medrado, José Carlos Aleluia, além de deputados estaduais da coligação e aliados, vereadores, secretários e lideranças comunitárias.

Durante seu pronunciamento, o candidato ressaltou essa "união de forças" para solucionar os graves problemas de Salvador.


Falou, por exemplo, do conhecimento que o deputado federal Marcos Medrado tem do subúrbio para ajudá-lo na busca de soluções. E do empenho do ministro Geddel Vieira Lima e dos senadores e deputados federais e estaduais para captar recursos federais e estaduais para a realização de obras e serviços na cidade. "Essa união de esforços vai nos ajudar a fazer de Salvador uma cidade melhor, onde cada cidadão possa se orgulhar de morar aqui".


O hospital do subúrbio também foi tema do discurso do ministro Geddel Vieira Lima que disse não entender porque somente agora, no final do período eleitoral, o PT acusa a prefeitura de dificultar a construção do equipamento. "Se o secretário estadual de Saúde não fosse tão lerdo, certamente a obra já estaria sendo tocada. Quem não apresentou a documentação necessária foi ele", acusou Geddel, afirmando que assim que os documentos forem apresentados, o prefeito João Henrique vai fazer o hospital se tornar uma realidade.


O ministro falou ainda que, apesar de respeitar seu colega de Câmara (referência ao deputado Walter Pinheiro, candidato do PT), não pode admitir que os esforços de toda a bancada baiana no Congresso Nacional sejam utilizados como resultado de um só. "Não posso aceitar que ele fique dizendo na TV que é o responsável por trazer o dinheiro para essa ou aquela obra. Agindo assim, ele não fala a verdade e desrespeita não apenas seus colegas, mas também a inteligência de todos vocês que sabem que os recursos são resultado das emendas de todos os parlamentares", criticou.


Geddel reafirmou ter a autorização do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para participar da campanha de João Henrique, candidato que o presidente gostaria de ver eleito, segundo ele. "Sou ministro do presidente Lula, do Brasil. Vocês acreditam que eu estaria aqui se não tivesse o respaldo, a autorização e o apoio do presidente", questionou.


Reforço dos Aliados


Os representantes da bancada baiana no Congresso Nacional presentes ao comício fizeram eco às críticas do ministro ao deputado petista. Segundo o deputado ACM Neto, os recursos que o candidato do PT diz ter trazido para Salvador são resultado do esforço conjunto dos 39 deputados federais e dos três senadores que formam a bancada baiana e não apenas de um parlamentar.


Neto disse sentir-se muito à vontade em apoiar o prefeito João Henrique, porque o seu partido e os partidos que estiveram com ele no primeiro turno das eleições estão aliados em torno de um projeto para a cidade, não em troca de favores ou cargos, mas sim de propostas, de idéias que atendam aos interesse da população, como maior segurança, cuidado à saúde das crianças e das mulheres, geração de emprego e renda.


De acordo com o deputado, o compromisso que o prefeito João Henrique assumiu  foi o de integrar ao seu programa de governo esses projetos defendidos em sua campanha no primeiro turno. "Por isso, decidimos trabalhar pela reeleição de João e a partir dessa decisão estamos nas ruas pedindo para cada uma dos quase 350 mil eleitores que depositarem confiança no nosso projeto que vote no 15, porque agora somos 15. Que vote em João, para que possamos ir todos juntos em busca da vitória".


O senador César Borges lembrou que os três senadores baianos estão com João porque é o candidato que tem propostas para resgatar a dignidade do povo de Salvador. "A administração desse prefeito tem atendido às aspirações de pessoas como vocês, por isso os três senadores estão unidos para dizer que queremos João Henrique. Somos de partidos diferentes, é verdade, mas temos em comum o mesmo objetivo de melhorar a vida do povo de Salvador, por isso nos unimos em torno do melhor".

Já o ex-governador Paulo Souto defendeu a necessidade de eleger João Henrique não apenas pelo fato de ele ser a melhor opção, mas também para que Salvador se imponha como cidade autônoma, independente. "Estado e município não podem ser administrados como monopólio de um partido. Defendemos a pluralidade, porque a cidade precisa disso", afirmou o presidente dos Democratas, lembrando que a decisão em apoiar a reeleição do prefeito João Henrique foi uma posição coletiva, consciente, porque o partido se preocupa com o futuro de Salvador.