Política

SOUTO DENUNCIA QUE UNESCO AMEAÇOU RETIRAR TÍTULO DE PATRIMÔNIO DO PELÔ

Comentário feito hoje na Rádio Metrópole
| 09/09/2008 às 09:35
O ex-governador Paulo Souto disse que só assim dá-se a "transmigração da corte do sex XXI"
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  Num dos mais sarcásticos e duros comentários feitos ao governo Jaques Wagner em relação ao abandono do Centro Histórico de Salvador, o ex-governador Paulo Souto afirmou nesta manhã de terça-feira, 9, na Rádio Metrópole FM que o atual governo só se mexeu em relação Pelourinho porque a Unesco ameaçou retirar o título de Patrimônio Cultural da Humanidade.

  Segundo Paulo Souto, dessa forma e sob pressão internacional, anunciou-se a "transmigração da Corte do Século XXI" para a área do Centro Histórico, ainda assim, de forma tardia após 20 meses de abandono e sob a ameaça de uma crise internacional, uma vez que se a Unesco retira o título da Bahia será uma situação muito prejudicial ao Estado e ao país.
 
  Souto fez comparativos com a Corte de Dom João VI e sua fuga para o Brasil, pressionado pelas tropas francesas de Napoleão, no início do século XIX e o que chamou de "transmigração da Corte do Século XXI" sob o reinado de Márcio Meireles, na Secretaria da Cultura, depois de reativar o Museu Rodin sem a pressão das tropas do general Junot.

  Destilando ironia, o ex-governador situou que o governo atual anuncia como novidades uma plano habitacional para o Pelô, o que já vem ocorrendo há 4 anos, e a reinaugração do Solar do Ferrão templo emblemático da era do carlismo com a reconquista da coleção de Abelardo Rodrigues, episódio que ficou conhecido como a "guerra santa" na disputa pela artes sacras entre Bahia x Pernambuco, vencida pela Bahia.

  Segundo Souto, a Corte do Século XXI admite colocar-se na área da "colônia carlista" ainda assim, reformando em grandeza e luxo a área do Liceu de Artes e Ofícios no "pisar macio" dos seus integrantes.

  Por fim, o ex-governador disse que, antes tarde do que nunca, até porque, diante da única obra que foi feita pelo atual governo no Centro Histórico (trocar o nome para Centro Antigo) manter o local em atividade e com vida é fundamental para a cidade do Salvador e para a Bahia.