E veja lá. Assim mesmo com muitos ajustes.
Serventuários da Justiça voltaram a ocupar o saguão da Assembléia Legislativa (Foto/BJá)
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A Assembléia Legislativa vai entrar em recesso sem votar o Plano de Cargos e Salários dos serventuários da Justiça. A categoria voltou a ocupar o saguão da AL e está aguardando o final da sessão, que só deverá acontecer mais tarde, quando a base governista pretende aprovar a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) em 2º turno, para decidir se mantém a greve ou não.
Há um sentimento de que a paralisação deve ser suspensa para não desgastar a categoria junto à opinião pública, uma vez que a matéria só retornará à pauta para provável votação em meados de agosto. Seria desgastante para o Sinpojud e Sintaje manterem uma greve sem palanque. A categoria poderá retornar ao trabalho mantendo-se em "estado de greve" e aguardando agosto chegar.
Para o líder do governo na AL, deputado Waldenor Pereira, há um grupo de trabalho estudando a matéria nos âmbitos das Secretarias da Fazenda e da Administração, "o nosso governo tem interesse de aprovar o PCS, mas só poderá fazê-lo depois que ajustar o plano à Lei de Responsabilidade Fiscal". Waldenor entende que, da forma que está e foi apresentado, não dá para aprovar. Embora, obviamente, não diga isso de público.
A rigor, segundo informações em off o PCS estoura o orçamento se for aprovado como se encontra e poderá retonar à pauta, em agosto, com os ajustes a serem apresentados às diretorias dos sindicatos, além de alongar para 10 anos.
O líder da oposição, Gildásio Penedo, diz que o governo tem caixa suficiente e até de sobra para aprovar o PCS, mas, o que existe "é uma má vontade nessa direção". Para Penedo, o PCS deveria ser votado nesta terça-feira pondo fim a greve e melhorando os salários dos serventuários.
VOTAR JÁ
A oposição (o que é natural) pede a votação imediata do PCS e recebeu apoios de deputados aa base do Governo, os deputados Antônia Pedrosa (PRP), Ferreira Otomar (PMDB), Elmar Nascimento (PR) e Luiz Augusto (PP). De acordo com Pedrosa, os serventuários pediram mudança, votaram no então candidato do PT e não é justo agora ver o governo virar-lhes as costas.
"Qual a diferença de votar o projeto em 1º de agosto ou agora? Vai mudar o que? (O governo) Já teve tempo para avaliar as mudanças necessárias. Não há o que esperar mais", disse. Elmar Nascimento, por sua vez, reafirmou o compromisso firmado pelo PR com a bancada de Oposição de abrir mão das formalidades regimentais e votar o PCS antes da LDO ainda hoje.
Já o deputado Luiz Augusto disse que o Governo fará um gesto de grandeza se votar o projeto do PCS ainda hoje, antes da Casa entrar em recesso. "Porque demorar mais? O PT e o PCdoB tem que dar este presente aos serventuários e votar este projeto hoje", afirmou.
Para o líder da oposição na Casa, deputado Gildásio Penedo, há uma má vontade expressa da bancada do governo em votar o PCS justamente porque a orientação que vem de cima é nesse sentido.