Declarações à Band News
Em entrevista concedida a Rádio Band News nesta segunda-feira (30), o candidato do PSDB à Prefeitura, Antonio Imbassahy, comentou a presença do governador Jaques Wagner na convenção que oficializou sua candidatura no último sábado (28). "O significado do apoio que temos do governador é que, se eleito, terei assegurada uma parceria não apenas com o governo do Estado, mas com o governo federal", afirmou o tucano, que disse saber "onde estão os recursos" necessários para governar a cidade.
Questionado sobre suas principais plataformas de governo, Imbassahy citou o projeto de "Mobilização, Escolarização, Capacitação e Profissionalização das pessoas de Salvador", desenvolvido durante o segundo mandato, no ano de 2003. De acordo com o ex-prefeito, a meta do plano de governo é favorecer o acesso da população à Ciência e Tecnologia, desde o nível pré-escolar de educação. "Estamos buscando parcerias com universidades para dar continuidade a esse projeto", disse.
No que diz respeito à Saúde Municipal, o candidato se revelou preocupado com o estado de emergência decretado recentemente pelo prefeito João Henrique, "o que mostra um atestado de fracasso da atual administração".
Para alterar esse quadro, Imbassahy pretende investir em políticas preventivas, sanitarista "como fizemos nas duas administrações: encontramos 19 unidades de saúde e deixamos 117 delas em funcionamento, das quais 11 atendiam 24h e 106 equipes do Programa de Saúde na Família (PSF) em atividade. Hoje, sabemos que faltam postos de saúde nos bairros e os recursos existem para resolver essa situação, são R$ 850 milhões por ano", sustentou.
EXCESSO DE MULTAS
Ainda no quesito propostas de governo, ele defendeu a retomada do projeto original do metrô de Salvador, cuja extensão foi reduzida de 12 para seis quilômetros. O candidato criticou o excesso de multas da atual gestão, que arrecadou R$ 85 milhões com a aplicação de mais de um milhão de multas e "não ofereceu nenhuma solução para o trânsito da cidade".
Sobre o tema da segurança pública, o tucano disse ser necessário combater as causas da violência. "Essa ótica de que a segurança pública é de responsabilidade exclusivamente do Governo do Estado está equivocada, tenho convicção de que o poder local, no caso a prefeitura, deve trabalhar na prevenção da violência. Foi o que fizemos, quando fui prefeito a primeira vez, em Valéria, que apresentava índices altíssimos de violência: construímos praças, posto de saúde, escola e atacamos assim algumas causas da violência urbana, depois de dois anos os índices de criminalidade no bairro caiu bastante e até fui convidado pelos moradores para a inauguração de um monumento à cultura da paz".