Política

COTRIM DIZ QUE ATITUDE DO PREFEITO COM GUARDA MUNICIPAL É ELEITOREIRA

Aconteceu na sessão de hoje, 30
| 30/06/2008 às 16:18
Vereador Celso Cotrim, PSB, diz que critério da escolha guardas contraria edital (Foto/MF)
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   O vereador Celso Cotrim (PSB), na sessão desta segunda-feira, 30, na Câmara Municipal, criticou o adiantamento da implantação da Guarda Municipal nas ruas de Salvador.

    Cotrim classificou a atitude do prefeito como "eleitoreira" e afirmou que a população é que poderá sofrer as conseqüências de uma "precoce implantação" sem o devido treinamento dos guardas municipais.

    
    No próximo 2 de julho, na comemoração da independência da Bahia, cem guardas municipais desfilarão para a população soteropolitana e já a partir do dia 3 os funcionários públicos já estarão nas ruas com o intuito de proteger os patrimônios públicos da cidade.

     
    Segundo Cotrim, o critério usado na escolha dos guardas municipais  contraria o edital do concurso. "De acordo com a prefeitura foram escolhidos 100 funcionários que já tinham algum tipo de experiência na área da segurança, mas isso vai de encontro ao que diz o edital do concurso. Ninguém pode se apresentar como servidor público sem ainda ser", afirmou o socialista.

   
     Cotrim entrou com uma ação junto ao Ministério Público para que o prefeito fosse responsabilizado criminalmente por efetivar candidatos às vagas que ainda não foram conquistadas já que o concurso ainda está em sua penúltima fase, segundo ele,  numa atitude eleitoreira. "Quem vai sofrer é a população que vai tomar porrada da guarda e servir de cobaia para eles treinarem", disparou.

  
   O líder da bancada governista, o vereador Sandoval Guimarães (PMDB), ressaltou a importância da Guarda Municipal, ratificou a legalidade da implantação para a cidade e mandou um recado para Cotrim.
 
   "A Guarda vai às ruas seguindo todos os trâmites legais para servir a população. O vereador Celso Cotrim fala o que quer. Solta a bomba e sai de baixo. Quero ver ele provar que a Guarda Municipal é ilegal", desafiou Guimarães. (Marivaldo Filho, repórter)