Veja comentário posto no ex-blog de Cesar Maia
ACABARAM OS POLÍTICOS DE OPINIÃO PÚBLICA DE FATO!
1. Da coluna de sábado de Melchiades Filho na FSP: "A presença no dia-a-dia do ator político, ou de um representante dele, é que faz diferença. Uns chamam isso de toma-lá-dá-cá; outros, de administração participativa. A mudança de perfil da Câmara, com mais vereadores identificados com um único reduto e menos eleitos pelo "voto de opinião", é um sintoma dessa realidade política."
2. Esse é um fenômeno geral que também vale para a eleição de deputados. Cada vez mais o que se chama de políticos de opinião pública, é mais o político que expressa idéias que encontram referencia nos setores médios de maior nível de instrução. E seu voto fica regionalizado aonde esses vivem. Em 2006 no Rio o deputado mais votado teve uma votação enorme na Zona Sul/Tijuca e uma votação pífia na Zona Oeste, regiões com o mesmo número de eleitores.
3. Hoje no Rio-Capital não há um só parlamentar -vereador, deputado estadual ou federal- que se possa dizer eleito pela opinião pública, ou seja, uma votação regional e socialmente espalhada. Todos -sem exceção- mesmo aqueles que têm a preferência de voto dos que tem nível superior completo, precisam do voto localizado e de resposta a prestação d e serviços ou sua expectativa. Mesmo aqueles ditos de opinião. O voto dito de opinião -desses- é na verdade um voto localizado, também. Só que naqueles setores a demanda de Estado é quase zero, até em segurança pública- e por isso o serviço prestado está no terreno das idéias e da qualidade de vida superior. Mas não se espalha.
4. Portanto, os que se auto-declaram de "esquerda" e que estão nesse segmento, terminaram sendo candidatos dos setores de instrução superior com renda mais alta, e não tem mais um voto na área popular e nas favelas, ao contrário do que ocorreu e ocorria nos anos 40, 50 e 60.