É a opinião do deputado da oposição
Microfones recolhidos ao silêncio na AL nesta tarde de segunda (Foto/BJ)
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A sessão na Assembléia Legislativa da Bahia só durou duas horas na tarde desta segunda-feira, 3. Diante de uma saraivada de pronunciamentos contra o governo do Estado - contratos com dispensas de licitações, execução de jovens por grupos de extermínio, falta de segurança na capital e no interior, escorcha fiscal, etc - a situação ficou paralisada. Só havia o deputado Álvaro Gomes (PCdoB), Adoldo Menezes (PTB) e Gilberto Brito (PR) e foi uma situação até surreal porque o debate foi estilo ping-pong entre deputados da oposição x Álvaro.
Ainda assim, quando Adolfo Menezes (PTB) foi a tribuna disse que, realmente, reconhece todo esforço do governador e sua equipe da SSP no sentido de coibir o crime, mas, que a situação está demais. Segundo Menezes, a Polícia Civil no interior do Estado está praticamente falida e "as delegacias são sustentadas pelos prefeitos". E, na capital, "todo dia de manhã que abrimos os jornais nos deparamos com crimes hediondos como o assassinato daqueles três jovens amarrados na Estrada do Cia".
Para Menezes, o que está salvando a sua região (Campo Formoso) é o Batalhão PM da Caatinga, "que não dá mole a bandidos", e se não fosse isso "não sei onde as coisas iriram parar no comércio e em outros setores das cidades, frequentemente preocupadas com assaltos", frisou.
Aí apareceram os deputados Ferreira Otomar e Virgina Hagge, ambos do PMDB, assinaram o ponto eletronicamente e ficaram observando o que se passava. Pronto: chegou Zé Neto (PT) também "bateu" o ponto e saiu. O deputado João Carlos Bacelar (PTN) achou que há um movimento intencional de prejudicar a AL, "e até fechar esta Casa". E, como protesto, Bacelar pediu verificação de quórum. Só tinham 9 deputados no plenário. Depois, chegaram mais cinco e a sessão caiu.
A presidente deputada Maria Luiza recolheu a agenda e deu por encerrados os trabalhos. Bye-Bye a todos.