O aumento da violência tem derrubado a popularidade de Wagner
Segundo confidência da Tribuna da Bahia, o assunto mais comentado durante a primeira reunião e instalação do Conselho Político do Governo do Estado, na última sexta-feira, 14, com a presença do governador Jaques Wagner foi a segurança. Melhor dizendo: a preocupação com os crescentes índices de violência na Bahia, em especial na RMS, sem que o governo sinalize reações.
No domingo, A Tarde registrou que entre a madrugada de sexta-feira e a madrugada de sábado/domingo, nove assassinatos foram registrados em SSA e RMS. Nesta segunda-feira, 17, certamente novos registros serão anotados. Também em A Tarde, manchete do jornal com mais de 500 mil leitores/domingo, o assunto foi a segurança e o turismo, com pânico entre áreas tradicionais de veraneio da Bahia.
Está aí, portanto, a olhos vistos, um dos calcanhares de aquiles do governo Wagner e sua baixa avaliação, segundo o DataFolha.
Por coincidência, a Veja que circulou neste domingo na Bahia repete uma informação já divulgada no decorrer da semana passada, dando conta de que pela primeira vez, desde a década de 1950, São Paulo tem um dia sem assassinatos (7 de dezembro/2007). E observe que a Grande São Paulo tem 12 milhões de habitantes, enquanto a RMS 3 milhões.
O que afinal está acontecendo em SP que não acontece na Bahia? Gestão pública eficiente nesse segmento.
São Paulo adotou um projeto chamado Infocrim, um sistema eletrônico que inspirado no modelo nova-iorquino, interligou os distritos policiais da capital e mais 8 municípios do litoral. Por meio da análise do boletim de ocorrências, policiais traçam um mapa detalhado de cada tipo de crime, e de posse desses dados a Polícia age com eficiência.
Sistema que está se disseminando em todo interior daquele estado.
Foram realizados investimentos nas ações de inteligência (escuta telefônica, infiltração de policiais em quadrilhas, rastreamento de criminosos e cruzamento de dados) com a retomada do controle dos presídios e prisão de mais de 400 membros de facções criminosas.
A terceira perna do projeto se situa no campo dos investimentos em mutirões sociais (dentistas, médicos, infra-estrutura, etc) com presença do Estado/Município nas áreas com maiores incidências criminais já mapeados.
Em resumo: o trinômio que está dando certoém São Paulo se sustenta em ação policial firme, investimentos em inteligência e ações sociais.
São Paulo copiou de Nova Iorque. A Bahia poderia fazer o mesmo e copiar de São Paulo.