Calheiros foi absolvido no processo por quebra de decoro parlamentar das acusações de que teria usado laranjas para comprar meios de comunicação em Alagoas. Assim, Calheiros continua como senador e a Casa terá que eleger um novo presidente. Foram 29 votos pela cassação, 48 pela absolvição e três abstenções.
"Eu me sinto feliz, muito feliz. Consegui uma oportunidade para mostrar para os meus pares e para a sociedade que tudo que estavam dizendo contra mim era mentira.
Quando eu me calei é porque o silêncio falava mais do que qualquer coisa", afirmou.
Ao ser questionado como seria daqui para frente, o parlamentar brincou com os jornalistas e disse que seria "paz e amor". Calheiros também disse que não se sentia magoado por ter renunciado à presidência do senado. Ele afirmou que sente "muito orgulho" por ter mantido o mandato, que classificou como "sagrado".
"Não tem problema nenhum (ter perdido a presidência da Casa). A presidência é um cargo do Plenário, que quando há qualquer problema pode-se perder. Já o meu mandado, o qual tenho muito orgulho, é sagrado. Tenho orgulho por ter sido eleito e honrado o povo de Alagoas", afirmou.
Ao final da sessão, Calheiros disse que nunca teve dúvida de que seria absolvido. O parlamentar abriu mão de seu voto, sendo o único, entre os 81 senadores, que não votou.