A que além do PC do B, que declarou recentemente sua posição, outros partidos devem seguir esta tendência e se unir na tentativa de barrar a votação do PDDU da Prefeitura, "como forma de salvaguardar os interesses da maioria da população e a independência do legislativo Municipal", destaca .
José Carlos Fernandes listou alguns dos pontos fundamentais s que desde o inicio foram alvo de reflexão da bancada, para esta tomada decisiva de posição:
1. O PDDU tem como foco prioritário de discussão a Orla Atlântica e a Avenida Paralela, mais especificamente o trecho entre a Pinto de Aguiar e a Av. Orlando Gomes e sua intenção é a verticalização dessas áreas, com impactos negativos irreversíveis na qualidade ambiental e no trânsito.
2. Prevê o aumento da renda familiar na faixa da orla entre a Pituba e Itapuã, em detrimento de outras áreas mais periféricas como Valéria, Águas Claras Cajazeiras, que terão diminuída a da renda. Portanto, o Plano Diretor em discussão não serve como instrumento da promoção da justiça social, como preconiza o Estatuto das Cidades.
3. O PDDU prevê um aumento da densidade populacional com número elevado de unidades habitacionais ao longo da Avenida Paralela e da Orla Atlântica, sem apresentar estudos que os justifiquem, nem apontar soluções alternativas de infra-estrutura urbana, especialmente no que se refere a transportes e mobilidade urbana.
4. O PDDU da Prefeitura não prevê nem define nenhum instrumento de controle sobre as áreas circunvizinhas às estações do Metrô, com forma de evitar a especulação imobiliária. Os moradores serão expulsos e não se beneficiarão desta importante obra que tem como objetivo dar mais mobilidade, conforto e segurança aos trabalhadores que usam o transporte público.
5. Não define políticas de valorização da área de borda da Orla interna da cidade, de grande valor cultural e paisagístico, especialmente nos subúrbios.
6. Promove a privatização e verticalização de áreas públicas, à beira da praia, de importância vital para o uso público e de valor ambiental e paisagístico, em flagrante prejuízo para o lazer da população. Como exemplos, a intenção de verticalizar para 18 andares as áreas do antigo Clube Português e a sede de praia do Esporte Clube Bahia.
7. O PDDU não leva em consideração os aspectos geológicos e geomorfológico do sítio ambiental da cidade, definido em recente estudo do Plano Diretor de Encostas, nem tampouco as bacias hidrográficas, elementos fundamentais no planejamento urbano especialmente para o saneamento ambiental.