Política

NOTA DO PT CRITICANDO POSTURA DA APLB CONTÉM AFIRMAÇÕES CONTRADITÓRIAS

A nota bate forte na APLB, antiga aliada do PT em outros movimentos
| 30/06/2007 às 10:04
  A nota do PT (Educação é um Direito Sagrado) merece, ainda, alguns comentários aos adicionais feitos pelo sindicalista Rui Oliveira, postos aqui neste Bahia Já destacando que a paralisação dos professores é um movimento social e não sindical.

  Mas, a nota ainda necessita de reparações porque alguns textos são inverídicos.

   Destaca em seu primeiro parágrafo que "o governo acabou com a vergonhosa situação dos professores com vencimentos abaixo dos salários mínimo".

   Ora, o salário mínimo como base (e não como vencimento) sempre foi pago pelo governo do Estado aos professores do ensido do 2º grau, salvo em 2006, quando o governo federal elevou o mínimo em + 16%.  Ademais, a proposta do atual governo é igual o salário base (não o vencimento) somente em novembro de 2007. Portanto, há uma grande contradição na afirmativa do PT.

   Em outro trecho da nota, o PT destaca que "a APLB/Sindicato abandonou o diálogo e deflagrou greve, antes mesmo de se esgotarem as possibilidades de negociações".

   A APLB/Sindicato já explicou essa realidade em várias oportunidades destacando que nunca abandonara o diálogo e que, em pleno processo, o governo entrou com uma ação na justiça contra a APLB/Sindicato.

   No quarto parágrafo, a nota destaca que "esse é o primeiro governo em muitos anos a eleger a educação entre suas prioridades".

    Todo o governo, desde Tomé de Souza, apresenta essa mesma proposta e, historicamente, a educação sempre teve problemas de qualidade, de remuneração dos professores, falta de bibliotecas e outros. Daí que essa é uma proposta comum a todos.

    Por fim, diz a nota que a "APLB não cedeu, manteve-se sempre intransigente. Ignorou, desprezou a idéia de que o direito à educação é essencial e manteve a greve que já dura 45 dias".

    A APLB já posicionou dizendo que intransigente é o governo e a greve já dura 52 dias.