O PMDB alega que como maior bancada do Senado tem direito a indicar um nome para a presidência do Conselho de Ética. Entre os argumentos dos peemedebistas é que o o cargo é definitivo, não é temporário, e por isso precisa ficar com a maior bancada.
Lideranças do partido disseram que aceitam um petista na presidência do conselho, mas não um senador de oposição.
Essas lideranças afirmaram que até aceitam a indicação do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) para presidir o conselho. O problema é que Mercadante relutaria em aceitar o posto. O partido tenta convencê-lo a aceitar a relatoria do caso Renan.
Em meio a esse impasse, o PMDB articula a indicação do senador Almeida Lima (PMDB-SE) para presidir o conselho.
Caso Renan
Renan é acusado de recursos da empreiteira Mendes Júnior para o pagamento de pensão alimentícia à jornalista Mõnica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento.
O Conselho de Ética decidiu adiar a votação do relatório para aprofundar as investigações contra Renan após o surgimento de índicios de irregularidades nos documentos apresentados pelo senador para se defender das acusações de ter usado Gontijo para pagar suas depesas com Mônica.
Para comprovar que seus ganhos eram compatíveis com os pagamentos, Renan apresentou documentos que apontam para um ganho de R$ 1,9 milhão, nos últimos quatro anos, com a venda de gado.